Marcelo Rebelo de Sousa quase que se excluí da corrida à liderança do PSD. Acha que o lugar deve ser disputado entre aqueles que estão contra e a favor da linha de orientação traçada pela actual direcção do partido. Contudo, não descarta definitivamente essa possibilidade porque, por um lado, não quer prejudicar uma eventual candidatura à presidência da república, e por outro, não está disposto a virar as costas a um partido que lhe pode vir a capitalizar uma significativa fatia do eleitorado.
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1 de novembro de 2009
31 de outubro de 2009
De mal a pior
Marcelo encontra-se assim, perante a necessidade de manter a promessa de que não será candidato a líder do PSD, nem que cristo desça à terra, e perante a necessidade de corresponder às expectativas de alguns sociais-democratas em vê-lo como líder de um partido que, estilhaçado com as sucessivas derrotas, tem a custo tentado digerir a falta de sucessores que se encaixem no perfil pretendido por Manuel Ferreira Leite .
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30 de outubro de 2009
Vou lá, mas venho-me logo embora...

Sempre achei que Paulo Rangel é um misto de menino do coro, político sem saber muito bem como e exímio orador capaz de, esganiçadamente, apelar à união das hostes, de tal forma que faria corar qualquer sofista. Apareceu na política activa pela mão tisnada de Manuela Ferreira Leite e conseguiu através de um discurso fácil e provocador, alcançar um lugar ao sol como deputado do parlamento europeu, onde defenderá os seus interesses e os do seu país, sonhando como uma carreira política semelhante à de Barroso.
Encaixa-lhe bem o papel de bombeiro. Quando a coisa azeda para os lados do PSD, lá vem ele em socorro da linha de actuação da sua querida líder. Na sua mais recente aparição, descredibiliza a candidatura de Passos Coelho e defende a de Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo ele, o PS necessita de uma oposição dura, e só Marcelo está à altura de a fazer. Em duas palavras auto exclui-se como candidato a líder do PSD e “empurra” aquele que considera estar melhor colocado para o substituir nessa tarefa. Na sua perspectiva não existe no PSD, militante algum com capacidade para liderar o partido na oposição, recorrendo à velha fórmula de recrutar um indivíduo que, neste momento, se deveria estar a preparar para se lançar em voos mais ambiciosos.
Depois de expor a sua excelsa visão, sobre a melhor solução para o impasse em que se encontra o PSD, desloca-se apressadamente para o aeroporto, onde o aguarda um avião que o transportará de volta à civilização, de onde incólume apreciará o desenrolar da política que, para os seu botões, considera sem classe e por isso mesmo, indigna da sua participação activa.
Encaixa-lhe bem o papel de bombeiro. Quando a coisa azeda para os lados do PSD, lá vem ele em socorro da linha de actuação da sua querida líder. Na sua mais recente aparição, descredibiliza a candidatura de Passos Coelho e defende a de Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo ele, o PS necessita de uma oposição dura, e só Marcelo está à altura de a fazer. Em duas palavras auto exclui-se como candidato a líder do PSD e “empurra” aquele que considera estar melhor colocado para o substituir nessa tarefa. Na sua perspectiva não existe no PSD, militante algum com capacidade para liderar o partido na oposição, recorrendo à velha fórmula de recrutar um indivíduo que, neste momento, se deveria estar a preparar para se lançar em voos mais ambiciosos.
Depois de expor a sua excelsa visão, sobre a melhor solução para o impasse em que se encontra o PSD, desloca-se apressadamente para o aeroporto, onde o aguarda um avião que o transportará de volta à civilização, de onde incólume apreciará o desenrolar da política que, para os seu botões, considera sem classe e por isso mesmo, indigna da sua participação activa.
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12 de setembro de 2009
Mais do mesmo
As sondagens valem o que valem mas, a julgar pela que foi hoje pulicada no semanário Expresso, nenhum dos (grandes) partidos portugueses consegue alcançar a tão desejada maioria absoluta. Perante tal realidade, contam-se espingardas para não haver dependências parlamentares o que, a julgar pelo cenário, será de todo impossível. Esfregam as mãos o B.E. e o P.P., ansiosos que estão para que cada um dos mais votados lhes bata à porta a "pedir batatinhas".
A democracia em Portugal funciona assim. A bipartidarização asfixiante, faz com que umas vezes se vire à direita e, outras vezes, se vire à esquerda, apesar de nenhum dos dois gostar de assumir que está mais encostado a um lado do que a outro. O Povo, esse, sai sempre prejudicado e assiste impávido a esta já normal dança de cadeiras onde, invariavelmente, se sentam os mesmos protagonistas.
Perante tão evidente cenário, adivinham-se grandes amuos e oportunos golpes palacianos na vida política portuguesa, com cada uma das facções a "puxar a brasa à sua sardinha" esquecendo, como sempre, os que mais necessitam de estabilidade política. Na boca de Marcelo, o governo que sair vencedor das legislativas não dura mais de dois anos, tal é a vulnerabilidade com que enfrentará os "golpes" da oposição. A ser assim, Cavaco Silva ver-se-á obrigado a dissolver o parlamento e a convocar novas eleições, na esperança de que algum dos "grandes" obtenha a maioria absoluta e que, dessa forma, alguma paz social paire sobre ao país real.
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