
Sempre achei que Paulo Rangel é um misto de menino do coro, político sem saber muito bem como e exímio orador capaz de, esganiçadamente, apelar à união das hostes, de tal forma que faria corar qualquer sofista. Apareceu na política activa pela mão tisnada de Manuela Ferreira Leite e conseguiu através de um discurso fácil e provocador, alcançar um lugar ao sol como deputado do parlamento europeu, onde defenderá os seus interesses e os do seu país, sonhando como uma carreira política semelhante à de Barroso.
Encaixa-lhe bem o papel de bombeiro. Quando a coisa azeda para os lados do PSD, lá vem ele em socorro da linha de actuação da sua querida líder. Na sua mais recente aparição, descredibiliza a candidatura de Passos Coelho e defende a de Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo ele, o PS necessita de uma oposição dura, e só Marcelo está à altura de a fazer. Em duas palavras auto exclui-se como candidato a líder do PSD e “empurra” aquele que considera estar melhor colocado para o substituir nessa tarefa. Na sua perspectiva não existe no PSD, militante algum com capacidade para liderar o partido na oposição, recorrendo à velha fórmula de recrutar um indivíduo que, neste momento, se deveria estar a preparar para se lançar em voos mais ambiciosos.
Depois de expor a sua excelsa visão, sobre a melhor solução para o impasse em que se encontra o PSD, desloca-se apressadamente para o aeroporto, onde o aguarda um avião que o transportará de volta à civilização, de onde incólume apreciará o desenrolar da política que, para os seu botões, considera sem classe e por isso mesmo, indigna da sua participação activa.
Encaixa-lhe bem o papel de bombeiro. Quando a coisa azeda para os lados do PSD, lá vem ele em socorro da linha de actuação da sua querida líder. Na sua mais recente aparição, descredibiliza a candidatura de Passos Coelho e defende a de Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo ele, o PS necessita de uma oposição dura, e só Marcelo está à altura de a fazer. Em duas palavras auto exclui-se como candidato a líder do PSD e “empurra” aquele que considera estar melhor colocado para o substituir nessa tarefa. Na sua perspectiva não existe no PSD, militante algum com capacidade para liderar o partido na oposição, recorrendo à velha fórmula de recrutar um indivíduo que, neste momento, se deveria estar a preparar para se lançar em voos mais ambiciosos.
Depois de expor a sua excelsa visão, sobre a melhor solução para o impasse em que se encontra o PSD, desloca-se apressadamente para o aeroporto, onde o aguarda um avião que o transportará de volta à civilização, de onde incólume apreciará o desenrolar da política que, para os seu botões, considera sem classe e por isso mesmo, indigna da sua participação activa.
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