29 de outubro de 2009

Portugal casamenteiro


Em mais uma das muitas tentativas de união dos dois estados soberanos da Ibéria, Portugal apresenta-se como um noivo um tanto ou quanto desesperado, sem dote e com um enorme património para oferecer. Estádios semi-novos prontos a reutilizar, fruto de mais uma campanha que se traduziu ruinosa e cujo resultado se continua a reflectir, dia após dia, nas contas mensais dos municípios que apressadamente se atropelaram para acolher tão grandiosos festejos. Espanha, mais portentosa, fina, astuta e vistosa, olha para o noivo Portugal como um velho conhecido, de fato gasto e discurso vazio mas ansioso por não deixar o namoro a meio mesmo sabendo que o custo de mais uma aventura lhe custará 40% da despesa total que, como bem sabemos por experiências anteriores, nunca se ficam pelo orçamento inicial.
Quanto aos jogos, o noivo de olhos cândidos postos na noiva, nem presta atenção à decisão, aceitando sem pestanejar os 20 % que a noiva lhe quis dar, esperançoso que está na assunção de tão promissor namoro, mesmo não tendo a certeza se na boda presente vai estar.

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