12 de setembro de 2009

Mais do mesmo

As sondagens valem o que valem mas, a julgar pela que foi hoje pulicada no semanário Expresso, nenhum dos (grandes) partidos portugueses consegue alcançar a tão desejada maioria absoluta. Perante tal realidade, contam-se espingardas para não haver dependências parlamentares o que, a julgar pelo cenário, será de todo impossível. Esfregam as mãos o B.E. e o P.P., ansiosos que estão para que cada um dos mais votados lhes bata à porta a "pedir batatinhas".
A democracia em Portugal funciona assim. A bipartidarização asfixiante, faz com que umas vezes se vire à direita e, outras vezes, se vire à esquerda, apesar de nenhum dos dois gostar de assumir que está mais encostado a um lado do que a outro. O Povo, esse, sai sempre prejudicado e assiste impávido a esta já normal dança de cadeiras onde, invariavelmente, se sentam os mesmos protagonistas.
Perante tão evidente cenário, adivinham-se grandes amuos e oportunos golpes palacianos na vida política portuguesa, com cada uma das facções a "puxar a brasa à sua sardinha" esquecendo, como sempre, os que mais necessitam de estabilidade política. Na boca de Marcelo, o governo que sair vencedor das legislativas não dura mais de dois anos, tal é a vulnerabilidade com que enfrentará os "golpes" da oposição. A ser assim, Cavaco Silva ver-se-á obrigado a dissolver o parlamento e a convocar novas eleições, na esperança de que algum dos "grandes" obtenha a maioria absoluta e que, dessa forma, alguma paz social paire sobre ao país real.

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