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19 de dezembro de 2013

Dividir para governar


Não seria mais fácil dizer de uma vez por todas, que o Estado não necessita de todos os professores contratados, do que andar a lançar suspeições sobre a qualidade de ensino deste ou daquele estabelecimento, tanto mais que todos eles foram (supostamente) reconhecidos com capacidade para formarem docentes?

9 de novembro de 2013

Pudera!


Já se sabia que as intenções deste governo não eram as melhores, mas aceitar que o descalabro se instale em setores tão sensíveis da sociedade como é o da educação, levando a que cada vez mais existam cidadãos de primeira e cidadãos de segunda, torna as coisas insuportáveis.
Não espantam, por isso, os resultados alcançados pelas escolas do secundário, quando comparadas com os de anos anteriores em que as transferências de dinheiros públicos para as escolas privadas não atingiam os montantes pornográficos de hoje.

4 de novembro de 2012

Atestado de incompetência


A julgar pelo acordo assinado por Nuno Crato, não tarda que o alemão seja língua obrigatória desde primeira classe.

19 de janeiro de 2011

Acho muito bem!


Perante esta crise que afecta a nossa economia, o sector do ensino também não escapa aos cortes impostos pelo orçamento do Estado. Perante esta dura realidade, que nos afecta a todos, o ensino particular e corporativo, com a diminuição dos subsídios estatais, teme a fuga dos seus alunos para o ensino público, gerando uma onda de descontentamento por até aqui ter sido habituado a ser considerado uma peça fundamental no sector educativo português. Contudo, convenhamos que as regras não poderiam, nem deveriam, continuarem a ser mais benéficas para o ensino particular do que para o ensino público, tanto mais que na grande parte dos casos, ambos os sistemas se confundem, gerando uma série de equívocos de difícil explicação.
Não tenho a menor dúvida que os ditos estabelecimentos, prestam um serviço de grande qualidade à sociedade, mas também não posso aceitar que uma escola pública seja prejudicada, pelo simples facto de existirem outras que, por serem privadas e corporativas, oferecem melhores condições de ensino aos alunos, tornando-se por isso muito mais apetecíveis.
Agora vejamos, se estivermos a falar de um estabelecimento de ensino particular ou corporativo que substitua, por incapacidade do Estado, a rede pública dos estabelecimentos de ensino, acho muito bem que existam benefícios. Se isso não acontecer, não é razoável exigir que o Estado continue a subsidiar esses estabelecimentos de ensino de forma igual, ou melhor, à que subsidia o ensino público, pois dessa forma prejudicaria ainda mais os alunos que estão sob a sua responsabilidade, daí que esteja completamente de acordo com as palavras da ministra da educação.

29 de setembro de 2010

O exemplo deveria vir de cima

Se a falta de funcionários nas escolas é recorrente e se o Estado é mais do que conhecedor dessa situação, não consigo aceitar, apesar de compreender, que sejam contratados auxiliares a 3 euros à hora a fim de suprirem as carências de recursos humanos nas unidades de ensino.
Não seria mais lógico que o Estado, como pessoa de bem que é, acolhesse nos seus quadros, profissionais que, em permanência, se ocupassem dessas tarefas em vez de, todos os anos, andar à cata de pessoas que, pela sua condição, se contentam com qualquer ocupação, mesmo que miseravelmente paga? Pois certamente que sim, mas nesse caso já os srs ministros, teriam que se privar de mais uma ou duas secretárias de gabinete, de mais um ou dois telemóveis ou até de meia dúzia de cartões de crédito com plafond ilimitado e, quem sabe, de mais uma ou duas viaturas topo de gama. Isso sim, seria uma verdadeira chatisse.