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19 de janeiro de 2011

Acho muito bem!


Perante esta crise que afecta a nossa economia, o sector do ensino também não escapa aos cortes impostos pelo orçamento do Estado. Perante esta dura realidade, que nos afecta a todos, o ensino particular e corporativo, com a diminuição dos subsídios estatais, teme a fuga dos seus alunos para o ensino público, gerando uma onda de descontentamento por até aqui ter sido habituado a ser considerado uma peça fundamental no sector educativo português. Contudo, convenhamos que as regras não poderiam, nem deveriam, continuarem a ser mais benéficas para o ensino particular do que para o ensino público, tanto mais que na grande parte dos casos, ambos os sistemas se confundem, gerando uma série de equívocos de difícil explicação.
Não tenho a menor dúvida que os ditos estabelecimentos, prestam um serviço de grande qualidade à sociedade, mas também não posso aceitar que uma escola pública seja prejudicada, pelo simples facto de existirem outras que, por serem privadas e corporativas, oferecem melhores condições de ensino aos alunos, tornando-se por isso muito mais apetecíveis.
Agora vejamos, se estivermos a falar de um estabelecimento de ensino particular ou corporativo que substitua, por incapacidade do Estado, a rede pública dos estabelecimentos de ensino, acho muito bem que existam benefícios. Se isso não acontecer, não é razoável exigir que o Estado continue a subsidiar esses estabelecimentos de ensino de forma igual, ou melhor, à que subsidia o ensino público, pois dessa forma prejudicaria ainda mais os alunos que estão sob a sua responsabilidade, daí que esteja completamente de acordo com as palavras da ministra da educação.

6 de junho de 2010

Nem que não queiram

A questão do "incentivo" a que se refere a ministra da educação, surge como solução para lidar com o problema do insucesso escolar no nosso país, por um lado, e por outro para manter aceitáveis, aos olhos da União Europeia, os níveis de escolaridade dos portugueses.
Por este andar, daqui a uns anos a vida escolar dos alunos inicia-se no 10º ano de escolaridade o que, para o aluno, e bem vistas as coisas, estudar ou não estudar é exactamente a mesma coisa. Para os politicos, o importante é limitar-lhes o acesso a determinadas zonas e não deixar que eles se metam em confusões, não vá algum pai entrar pela escola em desvario e começar a correr tudo à bofetada.
Estar a ministrar aos jovens uma formação sólida e exigente para depois lhes dar como contrapartida o subsídio de desemprego, não é de facto motivador. Por isso, para compensar as deficiências do ensino, a solução passa por lhes "oferecer" umas habilitações como incentivo, para que continuem o esforço que mantiveram até ali, já que não podem impor-lhes o que quer que seja.