19 de janeiro de 2011

Acho muito bem!


Perante esta crise que afecta a nossa economia, o sector do ensino também não escapa aos cortes impostos pelo orçamento do Estado. Perante esta dura realidade, que nos afecta a todos, o ensino particular e corporativo, com a diminuição dos subsídios estatais, teme a fuga dos seus alunos para o ensino público, gerando uma onda de descontentamento por até aqui ter sido habituado a ser considerado uma peça fundamental no sector educativo português. Contudo, convenhamos que as regras não poderiam, nem deveriam, continuarem a ser mais benéficas para o ensino particular do que para o ensino público, tanto mais que na grande parte dos casos, ambos os sistemas se confundem, gerando uma série de equívocos de difícil explicação.
Não tenho a menor dúvida que os ditos estabelecimentos, prestam um serviço de grande qualidade à sociedade, mas também não posso aceitar que uma escola pública seja prejudicada, pelo simples facto de existirem outras que, por serem privadas e corporativas, oferecem melhores condições de ensino aos alunos, tornando-se por isso muito mais apetecíveis.
Agora vejamos, se estivermos a falar de um estabelecimento de ensino particular ou corporativo que substitua, por incapacidade do Estado, a rede pública dos estabelecimentos de ensino, acho muito bem que existam benefícios. Se isso não acontecer, não é razoável exigir que o Estado continue a subsidiar esses estabelecimentos de ensino de forma igual, ou melhor, à que subsidia o ensino público, pois dessa forma prejudicaria ainda mais os alunos que estão sob a sua responsabilidade, daí que esteja completamente de acordo com as palavras da ministra da educação.

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