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22 de setembro de 2010

Vulgaridades



A pensar no embaraço em que os filhos colocam os pais quando, por curiosidade, lhes perguntam o significado daquelas palavras que normalmente são ditas nos momentos em que as coisas lhes correm menos bem, a Porto Editora lançou um dicionário de palavrões.
A inciativa foi tão bem acolhida, que muitos professores do ensino básico o aconselharam aos seus alunos, talvez por estarem fartos de serem fisicamente afectados e preferirem ouvir o asneiredo que eles próprios incentivaram os alunos a conhecer e a aprender.
Os pais, obviamente, não vão ficar agradados com a ideia, não tanto pelo preço que poderão custar tais auxiliares de estudo, mas mais com o facto de começarem a verem os seus filhos a utilizar correntemente o asneiredo que, em tão virtuoso manual, vão decerto encontrar.

6 de junho de 2010

Nem que não queiram

A questão do "incentivo" a que se refere a ministra da educação, surge como solução para lidar com o problema do insucesso escolar no nosso país, por um lado, e por outro para manter aceitáveis, aos olhos da União Europeia, os níveis de escolaridade dos portugueses.
Por este andar, daqui a uns anos a vida escolar dos alunos inicia-se no 10º ano de escolaridade o que, para o aluno, e bem vistas as coisas, estudar ou não estudar é exactamente a mesma coisa. Para os politicos, o importante é limitar-lhes o acesso a determinadas zonas e não deixar que eles se metam em confusões, não vá algum pai entrar pela escola em desvario e começar a correr tudo à bofetada.
Estar a ministrar aos jovens uma formação sólida e exigente para depois lhes dar como contrapartida o subsídio de desemprego, não é de facto motivador. Por isso, para compensar as deficiências do ensino, a solução passa por lhes "oferecer" umas habilitações como incentivo, para que continuem o esforço que mantiveram até ali, já que não podem impor-lhes o que quer que seja. 

21 de abril de 2010

Quem dá pão dá educação



Sou da opinião, tal como muitos outros, que à escola não pode ser imputada a responsabilidade de educar os alunos. Poderá, aqui ou ali, tentar elucidá-los da importância que têm as regras básicas de educação mas nunca de forma a querer substituir-se, na esperança de querer fazer com os alunos, aquilo que os pais não conseguem fazer com os filhos. O resultado dessa tentativa, inócua diga-se, leva a que os jovens alunos acabem por não reconhecer aos professores a legitimidade de os educarem e aos pais a capacidade de os ensinarem. Para por cobro a essa confusão de "papéis sociais" uns texanos residentes numa cidade com 60 mil habitantes, resolveram, por unanimidade diga-se, recuperar o velho hábito de dar umas reguadas aos meninos que se portam mal. O resultado traduziu-se numa imediata diminuição da violência escolar. Em Portugal, "só a ideia causa arrepios a uma boa parte dos pais e dos professores do ensino básico e secundário" o que por si só demonstra a qualidade do ensino no nosso país.