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3 de fevereiro de 2011

Coimbra, uma lição


1. Acontecem coisas horríveis em Coimbra. As escolas com contrato de associação roubam alunos às escolas públicas. Mas as escolas com contrato de associação não são melhores. As escolas com contratos de associação endrominam as crianças com chupa-chupas e os pais das crianças com basileiras boazonas.
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2. As ditas escolas públicas de Coimbra têm 2000 vagas. Em qualquer país civilizado isto seria um sinal de que não devem ser grandes escolas e de que estão a ser mal geridas. Se fossem boas escolas atrairiam mais alunos. Se fossem bem geridas, o ministério já teria fechado pelo menos uma delas. Poucas são as escolas públicas com muito mais de 1000, pelo que, se no seu conjunto têm 2000 vagas, é porque é possível reduzir e consolidar a rede.Acontece que, na gestão pública, reduzir e consolidar não é uma opção.
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3. As escolas públicas de Coimbra também beneficiaram do programa de renovação do parque escolar que acrescentou dezenas de salas a cada escola pública envolvida. Quem recentemente expandiu a rede, agravando o problema da dívida pública, vem agora dizer que as escolas associadas com 30 anos de actividade é que estão a mais.

[texto tirado daqui]

21 de abril de 2010

Quem dá pão dá educação



Sou da opinião, tal como muitos outros, que à escola não pode ser imputada a responsabilidade de educar os alunos. Poderá, aqui ou ali, tentar elucidá-los da importância que têm as regras básicas de educação mas nunca de forma a querer substituir-se, na esperança de querer fazer com os alunos, aquilo que os pais não conseguem fazer com os filhos. O resultado dessa tentativa, inócua diga-se, leva a que os jovens alunos acabem por não reconhecer aos professores a legitimidade de os educarem e aos pais a capacidade de os ensinarem. Para por cobro a essa confusão de "papéis sociais" uns texanos residentes numa cidade com 60 mil habitantes, resolveram, por unanimidade diga-se, recuperar o velho hábito de dar umas reguadas aos meninos que se portam mal. O resultado traduziu-se numa imediata diminuição da violência escolar. Em Portugal, "só a ideia causa arrepios a uma boa parte dos pais e dos professores do ensino básico e secundário" o que por si só demonstra a qualidade do ensino no nosso país.