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3 de fevereiro de 2011

Coimbra, uma lição


1. Acontecem coisas horríveis em Coimbra. As escolas com contrato de associação roubam alunos às escolas públicas. Mas as escolas com contrato de associação não são melhores. As escolas com contratos de associação endrominam as crianças com chupa-chupas e os pais das crianças com basileiras boazonas.
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2. As ditas escolas públicas de Coimbra têm 2000 vagas. Em qualquer país civilizado isto seria um sinal de que não devem ser grandes escolas e de que estão a ser mal geridas. Se fossem boas escolas atrairiam mais alunos. Se fossem bem geridas, o ministério já teria fechado pelo menos uma delas. Poucas são as escolas públicas com muito mais de 1000, pelo que, se no seu conjunto têm 2000 vagas, é porque é possível reduzir e consolidar a rede.Acontece que, na gestão pública, reduzir e consolidar não é uma opção.
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3. As escolas públicas de Coimbra também beneficiaram do programa de renovação do parque escolar que acrescentou dezenas de salas a cada escola pública envolvida. Quem recentemente expandiu a rede, agravando o problema da dívida pública, vem agora dizer que as escolas associadas com 30 anos de actividade é que estão a mais.

[texto tirado daqui]

18 de dezembro de 2010

Político incomum



Não é comum ver um político bater com a porta como fez Carlos Encarnação. Por norma, o que vemos são políticos demasiado agarrados ao poder e ansiosos pelos resultados dos actos eleitorais a que se candidatam, tantas vezes sem serem conhecidos, somente por pertencerem às listas do partido ganhador.
Se realmente as coisas se passaram como disse, então o edil de Coimbra tem carradas de razão para se chatear. Se apenas se foi embora para permitir que o seu número dois subisse a presidente e assim passar o testemunho a quem não se apresentou como cabeça de lista às eleições, então não terá sido muito honesto para com quem o elegeu. De todo o modo, fosse qual motivo fosse, é de louvar a atitude de um presidente de Câmara que abandona o lugar para o qual foi eleito, por estar saturado com as políticas erradas do governo as quais, segundo ele, prejudicavam de sobremaneira a cidade de Coimbra.
Era bom para a democracia que o exemplo de Carlos Encarnação fosse seguido por todos aqueles autarcas que se dizem fartos do lugar que ocupam, mas que teimam em nele permanecer, na expectativa de completarem os tão desejados anos para a reforma, coisa com a qual o presidente demissionário não estará muito preocupado, facto que muito terá pesado na sua decisão.