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29 de janeiro de 2011

Políticos de segunda(s) intenções



Esta coisa de abandonar o cargo a meio do mandato está a tornar-se moda.
Primeiro foi Carlos Encarnação,  agora António Capucho e já se fala em Fernando Seabra e Luís Filipe Meneses. Os dois primeiros que optaram por abandonar a política alegaram motivos pessoais e de saúde, mas não deixa de ser estranho que esta posição seja assumida pelos autarcas do PSD que se encontram impossibiltados de se recandidatarem, ao abrigo da lei de limitação de mandatos. Assim as tomadas de posição daqueles autarcas apresentam-se mais fáceis de entender, pois finalmente libertam-os daquele compromisso que assumiram perante o partido que representam e permitem a ascensão de um vice-presidente em quem poucos votariam, mas que, se não se perder, terá todas as condições para se tornar um ótimo candidato no final dos 4 anos.

18 de dezembro de 2010

Político incomum



Não é comum ver um político bater com a porta como fez Carlos Encarnação. Por norma, o que vemos são políticos demasiado agarrados ao poder e ansiosos pelos resultados dos actos eleitorais a que se candidatam, tantas vezes sem serem conhecidos, somente por pertencerem às listas do partido ganhador.
Se realmente as coisas se passaram como disse, então o edil de Coimbra tem carradas de razão para se chatear. Se apenas se foi embora para permitir que o seu número dois subisse a presidente e assim passar o testemunho a quem não se apresentou como cabeça de lista às eleições, então não terá sido muito honesto para com quem o elegeu. De todo o modo, fosse qual motivo fosse, é de louvar a atitude de um presidente de Câmara que abandona o lugar para o qual foi eleito, por estar saturado com as políticas erradas do governo as quais, segundo ele, prejudicavam de sobremaneira a cidade de Coimbra.
Era bom para a democracia que o exemplo de Carlos Encarnação fosse seguido por todos aqueles autarcas que se dizem fartos do lugar que ocupam, mas que teimam em nele permanecer, na expectativa de completarem os tão desejados anos para a reforma, coisa com a qual o presidente demissionário não estará muito preocupado, facto que muito terá pesado na sua decisão.