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13 de fevereiro de 2012

Irão decide banir execuções por apedrejamento*

Que bom foi saber que a morte por lapidação e a execução de menores, não são mais permitidas no Irão. Sinal de que, aquela sociedade deu mais um passo na direção considerada certa, à luz dos valores morais que cimentam as sociedades ocidentais.

11 de outubro de 2011

Se a religião é um problema, acabe-se com a religião (II)


A vida para os cristãos coptas não está nada fácil. Sinal de que a intolerância se mantém e que professar uma religião minoritária, continua a ser um desafio para a própria fé.
Os confrontos entre a maioria muçulmana e a minoria copta, recrudesceram desde que Mubarak foi destituído do poder, o que poderá querer dizer que, para além do ditador que foi, não deixou de ser também, um "travão" aos ímpetos extremistas de alguns dos mais radicais seguidores de Alá. Agora que o mandaram embora, os ódios e as divisões que, pela força, ele foi conseguindo conter, estão a vir de novo ao de cima, levando a que muitos vejam nos ataques aos templos cristãos, uma forma de alimentar o caos num país que luta para que a recente experiência democrática, seja mais do que isso mesmo.

23 de julho de 2011

Se a religião é um problema, acabe-se com a religião (I)



Alguns, aproveitando a confusão gerada, vêm a público reivindicar a autoria dos dois atentados que vitimaram 92 pessoas, na Noruega !
A ser verdade, tal reivindicação só se compreende porque ainda existe alguém que ainda não conseguiu digerir a ofensa de que foram alvo os muçulmanos, quando em 2005 viram as caricaturas do Deus deles, serem publicadas num jornal norueguês e, depois, por toda a Europa o que gerou uma imensa onda de indignação, com um sem número de jihad’s pelo meio . Porém, ao contrário daquilo que se possa pensar, as autoridades apontam como principal suspeito do massacre, um homem com 32 anos “norueguês de gema, fundamentalista cristão e com pendência política para a direita e para o anti-semitismo". Ora, a ser assim, continuo sem perceber porque raio os alvos de tão perturbado homem, foram aqueles e não outros, pois os escolhidos não aparentam ter alguma coisa a ver com questões religiosas, uma vez que um quer outro estão identificados com o partido do poder. De todo o modo, sejam quais foram os motivos que levaram aquela criatura a perder o tino, nada justifica a onda de violência que geraram.

26 de janeiro de 2011

Preocupações ocidentais


Depois da Tunísia, aos poucos a revolução vai-se deslocando a todos os países governados com mão de ferro por governantes que conseguem garantir, a todo o custo, a estabilidade nos seus países, indo dessa forma ao encontro dos desejos do Ocidente.
Quer isso dizer que o poder desses supostos representantes do povo, se tem mantido graças ao incondicional apoio dos países democráticos do ocidente, pensado eles que só assim será possível manter o povo amordaçado por tempo indeterminado.
Claro que toda a opressão me indigna, que a falta de liberdade me choca e que todas as formas de limitar os direitos e as garantias dos povos me repugnam, daí que me solidarize com todos eles.
Porém, não me agradam alguns dos hábitos que caracterizam aquelas sociedades, elas próprias com costumes que subvertem todos os valores em que acredito, designadamente o lugar da mulher na sociedade ou o fanatismo religioso, os quais bem poderiam ser combatidos e erradicados do dia-a-dia dessas pessoas que, curiosamente, por medo, ou por convicção, apoiam essas manifestações extremistas, encetadas pelos grupos que se auto-intitulam defensores do Islão.
Há poucas horas, também no Líbano, um conhecido grupo islamista, foi eleito democraticamente, gerando quase de imediato uma onda se descontentamento junto das facções mais moderadas daquele país e por parte dos ditos países democráticos, e mais particularmente, por parte das autoridades israelitas.
Todo este levantamento popular, procura restituir ao povo o poder que lhes foi tirado por alguém que nele se conseguiu manter por tempo demasiado. A hora de ser o povo a decidir o seu destino terá chegado e depressa se tentam recuperar os anos perdidos, nem que seja à custa da eliminação da maior parte dos indícios da anterior governação. Temo que toda esta necessidade de afirmação, seja aproveitado por aqueles que encaram a presença ocidental naqueles territórios como uma realidade a afastar. Temo que os povos recém libertados, cedam o poder aos demagogos de um regime que apenas prometem o respeito pelo Corão, mas na parte em que legitima a jihad, como forma de combater tudo o que é ocidental e tudo aquilo que nele consideram infiel.

3 de novembro de 2009

Confissões à parte


Também eu sou apologista da não exibição de símbolos religiosos nas instalações dos serviços públicos, nomeadamente naqueles onde as crianças são educadas a respeitar e a aceitar as diferenças de cada um.
Como país multicultural que somos, desde cedo nos habituámos a conviver com indivíduos que professam diferentes religiões, o que aliás só nos dignifica, até porque na nossa história, abundam episódios onde diferentes religiões se cruzam e onde uns adoptam a religião de outros em função das tendências da época. Além disso, a religiosidade exacerbada é fonte de conflitos e leva, invariavelmente, à tomada de posições pouco abonatórias. Posto isto, e como a liberdade não se reduz ao que se escreve, ao que se pensa ou ao que se diz, é razoável, e até exigível, que cada um se sinta livre para adorar o Deus que quer, sem estar constrangido pela presença de um ou de outro símbolo que, inevitavelmente irá condicionar as suas opções. Além disso, todos sabemos onde adorar o nosso Deus, não sendo necessário por isso que alguém nos lembre qual a religião dominante.

24 de agosto de 2009

acocorados


Sem qualquer proposta que seduza o eleitorado flutuante do nosso país, o centro-direita português aproveita o chumbo de Cavaco à nova lei das uniões de facto para embandeirar em arco, esperando que, com isso, as tendências de voto lhes sorriam. Como católico praticante que assume ser, e que é, não era de esperar que a legalização de uma união entre duas pessoas, com características diferentes daquelas que conhecemos, fosse promulgada, logo agora, sem o necessário consentimento popular.
Numa sociedade, onde o peso da religião ainda influencia muitas das decisões tomadas pelos representantes de um estado laico, nunca é de desprezar a influência que a sua parte mais conservadora indirectamente exerce sobre os seus seguidores no recato da cabine de voto.

7 de agosto de 2009

Sexo com educação

«valorizar a sexualidade e afectividade entre as pessoas no desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções existentes na sociedade portuguesa»


Como pai, apenas tenho que zelar pelo acompanhamento adequado das minhas filhas e estar atento às consequências dessa nova realidade. Obviamente que, na sociedade em que estamos inseridos, demasiado amarrada aos valores da religião católica, apenas a procriação é motivo válido para o envolvimento sexual entre as pessoas e que uma lei não terá o poder de mudar um "ensinamento" de séculos. Contudo, creio que já ultrapassámos a fase da inocência e estamos preparados para lidar com esse novo desafio, sem que para isso tenhamos que contar com aqueles que já se colocaram fora do processo, mas que não rejeitarão os benefícios dele decorrentes.