24 de agosto de 2009

acocorados


Sem qualquer proposta que seduza o eleitorado flutuante do nosso país, o centro-direita português aproveita o chumbo de Cavaco à nova lei das uniões de facto para embandeirar em arco, esperando que, com isso, as tendências de voto lhes sorriam. Como católico praticante que assume ser, e que é, não era de esperar que a legalização de uma união entre duas pessoas, com características diferentes daquelas que conhecemos, fosse promulgada, logo agora, sem o necessário consentimento popular.
Numa sociedade, onde o peso da religião ainda influencia muitas das decisões tomadas pelos representantes de um estado laico, nunca é de desprezar a influência que a sua parte mais conservadora indirectamente exerce sobre os seus seguidores no recato da cabine de voto.

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