Também eu sou apologista da não exibição de símbolos religiosos nas instalações dos serviços públicos, nomeadamente naqueles onde as crianças são educadas a respeitar e a aceitar as diferenças de cada um.
Como país multicultural que somos, desde cedo nos habituámos a conviver com indivíduos que professam diferentes religiões, o que aliás só nos dignifica, até porque na nossa história, abundam episódios onde diferentes religiões se cruzam e onde uns adoptam a religião de outros em função das tendências da época. Além disso, a religiosidade exacerbada é fonte de conflitos e leva, invariavelmente, à tomada de posições pouco abonatórias. Posto isto, e como a liberdade não se reduz ao que se escreve, ao que se pensa ou ao que se diz, é razoável, e até exigível, que cada um se sinta livre para adorar o Deus que quer, sem estar constrangido pela presença de um ou de outro símbolo que, inevitavelmente irá condicionar as suas opções. Além disso, todos sabemos onde adorar o nosso Deus, não sendo necessário por isso que alguém nos lembre qual a religião dominante.

1 comentário:
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