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17 de fevereiro de 2013

Lobos com pele de cordeiro

Se os políticos a que se refere Seguro, são os mesmos que nos têm governado até aqui, acho que em vez de melhorarmos, só vamos piorar a situação em que nos encontramos. Mal por mal, preferia que lá fossem alguns políticos sérios, se é que os há, alguns técnicos com alguma sensibilidade social e, porque não, alguns pais de família, um ex-presidente da republica que tenha abdicado da acumulação das reformas e, quem sabe, um sacerdote sem papas na língua e que mais tem bradado contra a ignomínia em que se transformou  a política no nosso país.

7 de novembro de 2010

Por quem as dúvidas dobram

Permito-me não concordar totalmente com esta abordagem do Pedro. Não que Passos Coelho não tenha razão, porque a tem, mas porque o filme é um remake estafado de outros enredos passados e que, de modo agora visto que desgraçado, deram no que estão a dar.
Lembro-me bem que, depois do (agora relativo caos) de Santana Lopes, Sócrates surgir como uma espécie de "homem coragem e os seus filhos", capaz de, uma vez por todas, endireitar a nação.
A quem mo dizia com entusiasmo indisfarçável, disse que o balanço seria feito no fim e que Sócrates poderia não ser o que se pensava que era. Os produtos televisivos - Sócrates era-o, como ainda é -  são para ser tomados com toda a moderação e até desconfiança...
O tempo, esse implacável operador da verdade, está agora a revelar o que vale Sócrates!
Dizer "coisas" na oposição é uma coisa, fazer "coisas" no poder é outra. Há muitos poderes e por vezes nenhum poder!
Passos Coelho poderá estar a ir, relativamente, pelo mesmo caminho...
O tempo o dirá.

1 de outubro de 2010

Político incompetente procura-se



Silva Lopes, em entrevista à RTP1, referiu que os políticos portugueses, desde a Revolução Liberal de 1820, nunca conseguiram equilibrar as finanças públicas, exceptuando-se o período em que Salazar governou o país. Há relativamente pouco tempo, Manuel Ferreira Leite disse que bastavam 6 meses sem democracia para que fosse possível equilibrar as contas do país. Perante isto, pergunto eu: Será que o país necessita, para seu governo, de alguém que, com mão de ferro, consiga manter disciplinadas as contas do Estado? 
Creio que não, ou melhor, espero que não, porque a ser assim, só se prova que, em democracia, em Portugal não é possível viver sem déficit e sem que, volta e meia, os nossos políticos nos batam à porta a pedir que sejamos tolerantes com um Estado demasiado perdulário, que vive além das suas possibilidades e que não tem capacidade para administrar o dinheiro que recolhe dos contribuintes, utilizando-o somente para fazer face às despesas correntes e não para o apetrechar o país de mecanismos que lhe dêem capacidade para competir com, pelo menos, os seus ainda parceiros europeus.

5 de abril de 2010

Avanços e recuos


Depois das "Escolhas de Marcelo"  e do congresso do PSD, nunca mais se viu ou ouviu falar do professor a não ser quando, no 6º Fórum Interdisciplinar de Professores, considerou que os católicos deviam assumir-se como minoritáros numa sociedade onde ser católico só pesa estatísticamente
Realmente está a perder-se, espero que não definitivamente, uma agradável presença nos ecrãs da televisão, quanto mais não fosse pelo simples facto de nos sugerir boas leituras. Quanto à possível candidatura a líder do maior partido da oposição, acho muito bem que, como senador, tenha optado por não se meter nessas tricas políticas que, eventualmente, lhe iriam tirar aquela abordagem imparcial e crítica com que analisava ao percurso dos políticos do nosso país,  fossem ou não do seu partido de sempre. Tirando isso, estou mais do que convencido que o professor não irá estar muito tempo sem regressar aos ecrãs, até porque é necessário que exista alguém que apresente a política tal como ela é, apesar de para alguns não ser como devia ser.