Silva Lopes, em entrevista à RTP1, referiu que os políticos portugueses, desde a Revolução Liberal de 1820, nunca conseguiram equilibrar as finanças públicas, exceptuando-se o período em que Salazar governou o país. Há relativamente pouco tempo, Manuel Ferreira Leite disse que bastavam 6 meses sem democracia para que fosse possível equilibrar as contas do país. Perante isto, pergunto eu: Será que o país necessita, para seu governo, de alguém que, com mão de ferro, consiga manter disciplinadas as contas do Estado?
Creio que não, ou melhor, espero que não, porque a ser assim, só se prova que, em democracia, em Portugal não é possível viver sem déficit e sem que, volta e meia, os nossos políticos nos batam à porta a pedir que sejamos tolerantes com um Estado demasiado perdulário, que vive além das suas possibilidades e que não tem capacidade para administrar o dinheiro que recolhe dos contribuintes, utilizando-o somente para fazer face às despesas correntes e não para o apetrechar o país de mecanismos que lhe dêem capacidade para competir com, pelo menos, os seus ainda parceiros europeus.

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