7 de novembro de 2010

Por quem as dúvidas dobram

Permito-me não concordar totalmente com esta abordagem do Pedro. Não que Passos Coelho não tenha razão, porque a tem, mas porque o filme é um remake estafado de outros enredos passados e que, de modo agora visto que desgraçado, deram no que estão a dar.
Lembro-me bem que, depois do (agora relativo caos) de Santana Lopes, Sócrates surgir como uma espécie de "homem coragem e os seus filhos", capaz de, uma vez por todas, endireitar a nação.
A quem mo dizia com entusiasmo indisfarçável, disse que o balanço seria feito no fim e que Sócrates poderia não ser o que se pensava que era. Os produtos televisivos - Sócrates era-o, como ainda é -  são para ser tomados com toda a moderação e até desconfiança...
O tempo, esse implacável operador da verdade, está agora a revelar o que vale Sócrates!
Dizer "coisas" na oposição é uma coisa, fazer "coisas" no poder é outra. Há muitos poderes e por vezes nenhum poder!
Passos Coelho poderá estar a ir, relativamente, pelo mesmo caminho...
O tempo o dirá.

1 comentário:

Pedro Viseu disse...

Pois, há que salvaguardar a possibilidade de tudo isso não passar de populismo, com os objectivos que todos conhecemos.