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28 de maio de 2018

É porque a coisa (ainda) não está assim tão má


A União Europeia decidiu declarar guerra ao plástico, já avançando até com algumas medidas que irão contribuir para diminuir a presença desse terrível produto da nossa sociedade, designadamente a substituição das cotonetes e dos práticos talheres e pratos de plástico, que tanto contribuem para a diminuição do consumo de água no nosso planeta, por outros que obriguem cada um de nós a diminuir a nossa pegada ecológica. Pergunto, se em vez de serem adotadas medidas que só poderão ter eficácia daqui a uns (largos) anos, porque não começarem a proibir desde já a fabricação desses produtos tão nefastos? Claro que isso não irá acontecer (não ao ritmo desejado), pois os efeitos na economia das empresas produtoras e consumidoras desse enorme pesadelo seria catastrófico, já para não falar das terríveis consequências que uma drástica "desabituação" da utilização do plástico provocaria nas nossas alegres, insignificantes e efémeras vidas. 
O mesmo acontece com os automóveis demasiado poluentes de que todos querem ver-se livres. Se fosse mesmo intenção dos governos encetar políticas ambientais que promovessem a aquisição de veículos que não poluíssem, então colocariam os automóveis elétricos ao preço dos automóveis movidos a combustíveis fosseis. 

23 de outubro de 2012

Branca


A merda toda foi terem convencido as pessoas de que é possível (sobre)viver gastando muito pouco, ainda que, por vezes, seja duvidosa a qualidade do produto, dada a pouca informação acerca da sua origem.
Serão as "marcas brancas", tão acarinhadas pelas grandes superfícies comerciais, as responsáveis por tudo isto, ou será que a necessidade de apaziguar o descontentamento de Belmiro de Azevedo e Jerónimo Martins, é pura ilusão?

19 de agosto de 2011

O Dever acima de tudo

Paul Krugman, economista de renome e Prémio Nobel em Ciências Económicas, garantiu que Portugal não "deve conseguir fugir à bancarrota".
Ora, incumpridores como somos, habituados a não obedecer às normas, só porque consideramos que se elas existem são para serem infringidas, e fazendo jus à nossa capacidade de improviso, estou em crer que vamos conseguir fugir, a passos largos¸ dessas e de outras bancarrotas, que teimem em atormentar a nossa economia, enquanto ela existir, claro.

19 de novembro de 2010

Terra de muito banco, terra de pouco dinheiro

O presidente do Fundo de Estabilização Financeira Europeu disse hoje numa entrevista ao diário francês Le Monde que os bancos portugueses são "muito sólidos" e que a situação nacional é "muito diferente" da irlandesa.

Pudera, com lucros de 4 milhões por dia, qualquer banco português faz boa figura perante todos os seus congéneres europeus. Preferível seria dizer, que os bancos portugueses, apesar de conseguirem 4 milhões de euros de lucros por dia, deles abdicaram para ajudarem a diminuir a dívida pública do Estado português, impedindo assim que os seus clientes, mais necessitados claro, fossem tão penalizados como foram, pelo aumento da carga fiscal, que inevitavelmente acabou por lhes cair em cima.