28 de maio de 2018

É porque a coisa (ainda) não está assim tão má


A União Europeia decidiu declarar guerra ao plástico, já avançando até com algumas medidas que irão contribuir para diminuir a presença desse terrível produto da nossa sociedade, designadamente a substituição das cotonetes e dos práticos talheres e pratos de plástico, que tanto contribuem para a diminuição do consumo de água no nosso planeta, por outros que obriguem cada um de nós a diminuir a nossa pegada ecológica. Pergunto, se em vez de serem adotadas medidas que só poderão ter eficácia daqui a uns (largos) anos, porque não começarem a proibir desde já a fabricação desses produtos tão nefastos? Claro que isso não irá acontecer (não ao ritmo desejado), pois os efeitos na economia das empresas produtoras e consumidoras desse enorme pesadelo seria catastrófico, já para não falar das terríveis consequências que uma drástica "desabituação" da utilização do plástico provocaria nas nossas alegres, insignificantes e efémeras vidas. 
O mesmo acontece com os automóveis demasiado poluentes de que todos querem ver-se livres. Se fosse mesmo intenção dos governos encetar políticas ambientais que promovessem a aquisição de veículos que não poluíssem, então colocariam os automóveis elétricos ao preço dos automóveis movidos a combustíveis fosseis. 

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