Quando um político, qualquer que seja, começa a ser conhecido por comportamentos que acarretam graves prejuízos para liberdade de expressão e para a vida democrática, mais não lhe resta do que pedir a demissão. Tanto mais que se trata de alguém que desempenha um cargo de extrema confiança do primeiro-ministro, o qual, perante o comportamento menos próprio do seu braço direito, pode não sair queimado, mas com toda a certeza que sairá chamuscado.
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18 de maio de 2012
10 de março de 2011
Acabou-se a brincadeira
Não fossem os milhares de votantes, agradados ou não com o rumo que as coisas levam no nosso país, os "Homens da Luta" nunca teriam tido uma noite como a que tiveram no Festival da Canção, ao ganharem o passaporte para representarem o nosso país, naquele que poderá ser considerado o festival mais soft da Europa ou até mesmo do mundo, isto é, politicamente correcto, com poucas ondas e onde as políticas dos Estados participantes não podem, nem devem, ser postas em causa. Ora, perante esta quase imposição de serem apenas aceites as músicas politicamente correctas, "A Luta é Alegria" poderá muito bem ser afastada daquele festival pelo simples facto de ser aquilo que é, e que os seus autores fazem questão de frisar, ou seja, uma "luta contra a reacção".
Para já, assiste-se ao surgimento de petições, a favor ou contra, cujo objectivo é alimentar ainda mais a polémica à volta de um assunto ao qual já se terá dado demasiada importância, mas que não deixa de ser o espelho do país que temos. De facto, se a organização portuguesa do festival, pretendia limitar as inscrições aos grupos que eram politicamente inócuos, tal como prevê o regulamento, então não permitiam a inscrição dos "Homens da Luta", uma vez que a postura com que normalmente se apresentam, não se encaixa no espírito daquele festival. Agora, aceitarem a inscrição, permitirem que actuassem em competição, assumindo as consequências dessa decisão, e agora andarem preocupados com o teor da música que vai representar Portugal é, no mínimo, surreal, para não dizer típico de um país totalmente desnorteado, onde o Povo continua a ser desprezado e a sua opinião ignorada.
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homens da luta
19 de novembro de 2010
E eu a pensar que a censura já tinha acabado
Fiquei a sabê-lo pelo Samuel e de imediato me senti na obrigação de, pelo menos, aqui manifestar o meu protesto face ao que considero ser um uso abusivo do poder por parte de um autarca por quem, até aqui, ainda conseguia nutrir algum respeito.
Pois é, mas mais uma vez me enganou este danado instinto, que leva a simpatizar com as pessoas, mesmo antes delas serem simpáticas. Nunca esperei que o edil Rui Rio, mandasse os seus fiscais e a sua polícia, “roubarem inúmeros materiais de divulgação da greve geral, que estavam legalmente colocados pela cidade do Porto”.
É pena que, para além dos pés, o sr. presidente esteja também a meter as mãos ou, melhor dizendo, os pés pelas mãos.
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rui rio
6 de agosto de 2009
O senão da bela

As tentativas encetadas pelos estados com vista a “controlar” os acessos à internet por parte dos seus cidadãos devem, em minha opinião, ser analisadas à luz da necessidade que os governos democraticamente eleitos, têm de proteger a paz social.
Em democracia tal controlo, a existir, deve ser encarado como resultado da normal actividade do Estado, desde que devidamente explicitado e desde que exercido, com transparência, por uma entidade reguladora independente. Poderá ser uma utopia este conceito de transparência exigível a quem tem a seu cargo a tarefa de registar e de guardar esses registos, mas não o será tanto se dessa transparência resultar um controlo efectivo daqueles que indevidamente usam a as facilidades proporcionadas pela internet, com o objectivo de prejudicar as pessoas e as instituições que garantem o funcionamento da democracia.
Analisando as novas regras, compreendo que a obrigação de reter, por um ano, os dados de comunicações pessoais de qualquer cidadão, poderá ser considerado como um acto de ingerência na vida intima de cada um o que, para quem respeita a vida em democracia, não deixa de ser uma actuação que visa limitar os direitos, liberdades e garantias de cada um.
Como não vivemos nem na China nem no Irão e se as medidas propostas foram aceites como potenciais geradoras de segurança da estabilidade exigida no modelo de sociedade que desejamos, não vejo onde é que essa eventual responsabilização possa ser prejudicial, antes considerando que só com ela ficaremos mais protegidos dos excessos daqueles que confundem liberdade com libertinagem.
Em democracia tal controlo, a existir, deve ser encarado como resultado da normal actividade do Estado, desde que devidamente explicitado e desde que exercido, com transparência, por uma entidade reguladora independente. Poderá ser uma utopia este conceito de transparência exigível a quem tem a seu cargo a tarefa de registar e de guardar esses registos, mas não o será tanto se dessa transparência resultar um controlo efectivo daqueles que indevidamente usam a as facilidades proporcionadas pela internet, com o objectivo de prejudicar as pessoas e as instituições que garantem o funcionamento da democracia.
Analisando as novas regras, compreendo que a obrigação de reter, por um ano, os dados de comunicações pessoais de qualquer cidadão, poderá ser considerado como um acto de ingerência na vida intima de cada um o que, para quem respeita a vida em democracia, não deixa de ser uma actuação que visa limitar os direitos, liberdades e garantias de cada um.
Como não vivemos nem na China nem no Irão e se as medidas propostas foram aceites como potenciais geradoras de segurança da estabilidade exigida no modelo de sociedade que desejamos, não vejo onde é que essa eventual responsabilização possa ser prejudicial, antes considerando que só com ela ficaremos mais protegidos dos excessos daqueles que confundem liberdade com libertinagem.
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