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31 de março de 2011

Mesmo que não queira


Em desespero, o governo ainda em funções, tenta aprovar alguns diplomas que considera de capital importância para o desenvolvimento de alguns sectores da sociedade portuguesa. São medidas que visam agilizar alguns procedimentos, designadamente na área da saúde, protocolando a prestação de serviços com entidades privadas, ou alterando o regime de prescrição dos medicamentos, ou então na área das finanças públicas do Estado, através do aumento dos montantes dos ajustes directos permitidos ao Governo e aos autarcas.
Acredito que tais “mexidas” estariam pensadas para serem apresentadas num outro momento, que não aquele em que ocorreram, quem sabe numa altura em que fosse necessário apresentar ao eleitorado, algo positivo como resultado de um esforço encetado pelo governo, na tentativa de “acalmar” alguns sectores menos “consoláveis” da sociedade.
Agora que a capacidade (e legitimidade) do governo ficaram bastante fragilizadas, não é sequer possível convencer a oposição da utilidade dos diplomas apresentados, não porque não tenham a sua importância e não seja pertinente a discussão à volta da problemática que pretendem “resolver”, mas tão só porque, nesta altura, já não interessa dar viabilidade às pretensões do condenado, não vá o eleitorado dele ter pena, e voltar a perdoá-lo.

4 de dezembro de 2010

Pobres mas com saúde


Um estudo realizado pela UNICEF, coloca as nossas crianças no grupo das mais carenciadas de um universo de 24 países analisados. As causas dessa pobreza estão na atribuição de subsídios pelo Estado que, apesar de serem poucos, ainda por cima são mal aplicados.
É caso para dizer que "de pequenino é que se torce o pepino" porque, nestas coisas da pobreza e das carências sociais, convém começar a habituar as crianças desde cedo, para quando forem adultos não estranharem a constante subida da carga fiscal, que obviamente só servirá para manter o escandaloso nível de vida daqueles que os governam. Por outro lado, esse mesmo estudo revela que as crianças portuguesas foram as que menos se queixaram de problemas de saúde, talvez porque  terem comido mais legumes e fruta, o que só prova que o talho e a peixaria estão cada vez mais inacessíveis ao bolso dos portugueses.

6 de abril de 2010

Negócio de Bandeiras


Até que ponto é que o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Valença poderá ser considerado como sendo de interesse nacional, uma vez que, segundo o ministério, não preenche as condições necessárias para se manter em funcionamento?