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31 de março de 2011

Mesmo que não queira


Em desespero, o governo ainda em funções, tenta aprovar alguns diplomas que considera de capital importância para o desenvolvimento de alguns sectores da sociedade portuguesa. São medidas que visam agilizar alguns procedimentos, designadamente na área da saúde, protocolando a prestação de serviços com entidades privadas, ou alterando o regime de prescrição dos medicamentos, ou então na área das finanças públicas do Estado, através do aumento dos montantes dos ajustes directos permitidos ao Governo e aos autarcas.
Acredito que tais “mexidas” estariam pensadas para serem apresentadas num outro momento, que não aquele em que ocorreram, quem sabe numa altura em que fosse necessário apresentar ao eleitorado, algo positivo como resultado de um esforço encetado pelo governo, na tentativa de “acalmar” alguns sectores menos “consoláveis” da sociedade.
Agora que a capacidade (e legitimidade) do governo ficaram bastante fragilizadas, não é sequer possível convencer a oposição da utilidade dos diplomas apresentados, não porque não tenham a sua importância e não seja pertinente a discussão à volta da problemática que pretendem “resolver”, mas tão só porque, nesta altura, já não interessa dar viabilidade às pretensões do condenado, não vá o eleitorado dele ter pena, e voltar a perdoá-lo.

8 de abril de 2010

Salve-se quem puder



Como se não bastasse vivermos em permanente crise, descobriu-se agora que até alguns dos medicamentos mais caros e com maior procura são alvo de exportação paralela,  para países onde, por serem mais bem pagos, rendem maiores margens de lucro às empresas de distribuição que operam em Lisboa, Almada, Barreiro e Vila Real.