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15 de fevereiro de 2012

Sem saída

 
Choca-me que cada vez mais mulheres, olhem para a prostituição como o único meio para, por exemplo, darem de comer aos seus próprios filhos ou cumprirem com algumas das obrigações a que se vincularam, enquanto ainda podiam contar com um rendimento ganho condignamente, na perspetiva do patrão, por mais parco que fosse.
Será que essa opção é um sinal de que, finalmente estamos, como país, a evoluir economicamente, ou será que tal atividade é condição para nos tornarmos mais competitivos, já que a quantidade de mulheres que se entregam a essa "tábua de salvação", são oriundas de empresas que, devido à seletividade da crise, foram obrigadas a encerrar portas?
I

21 de fevereiro de 2011

Mais um rude golpe contra o emprego

O português é, sem dúvida, um indivíduo que vê uma oportunidade, onde outros vêm um pinhal cheio de pedaços de papel, geralmente utilizados por quem opta por dar uma rapidinha ao ar livre, na borda de uma qualquer estrada com um tráfego considerável.
Atentos ao evoluir do "negócio" e na tentativa de combaterem esse abuso por parte das meretrizes que utilizavam o espaço, os proprietários dos terrenos que lhes servem de aposentos, decidiram cobrar-lhes a renda respectiva, que se situaria nos 250 euros mensais. A coisa correu bem durante quase 20 anos, até que uma das "meninas" se fartou e apresentou queixa às autoridades, por ter sido vítima de extorsão por parte dos ditos proprietários.
Se os proprietários daqueles terrenos não baixarem o montante da renda, estão a contribuir para aumento do número de desempregados no nosso país e, mais grave ainda, de não haver sequer a possibilidade de alguém pagar o subsídio de desemprego àquelas meninas ou sequer arranjar-lhes alguma ocupação semelhante à que tinham até ao momento em que foram injustamente despejadas.