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21 de fevereiro de 2011

Mais um rude golpe contra o emprego

O português é, sem dúvida, um indivíduo que vê uma oportunidade, onde outros vêm um pinhal cheio de pedaços de papel, geralmente utilizados por quem opta por dar uma rapidinha ao ar livre, na borda de uma qualquer estrada com um tráfego considerável.
Atentos ao evoluir do "negócio" e na tentativa de combaterem esse abuso por parte das meretrizes que utilizavam o espaço, os proprietários dos terrenos que lhes servem de aposentos, decidiram cobrar-lhes a renda respectiva, que se situaria nos 250 euros mensais. A coisa correu bem durante quase 20 anos, até que uma das "meninas" se fartou e apresentou queixa às autoridades, por ter sido vítima de extorsão por parte dos ditos proprietários.
Se os proprietários daqueles terrenos não baixarem o montante da renda, estão a contribuir para aumento do número de desempregados no nosso país e, mais grave ainda, de não haver sequer a possibilidade de alguém pagar o subsídio de desemprego àquelas meninas ou sequer arranjar-lhes alguma ocupação semelhante à que tinham até ao momento em que foram injustamente despejadas.

8 de dezembro de 2010

Supostamente




Sócrates vai reunir com os parceiros sociais para apresentar as propostas de alteração ao código do trabalho. Segundo o DN, os contratos de trabalho individuais, de empresa e sectoriais devem passar a incluir um ponto no qual se estabelece, de forma clara, que o salário do trabalhador depende directamente da sua produtividade ou da qualidade do seu trabalho. Até aqui tudo bem, ou não estivesse quem contrata preocupado com a qualidade do trabalhador a quem dá emprego.
A questão prende-se tão só com o facto de todos sabermos que, quem menos erra é aquele que mais beneficiado sai. Ora, partindo do princípio que, quem muito faz, muito erra, e quem pouco faz, pouco erra, só serão premiados aqueles que pouco se dedicam à função que desempenham e se limitam a fazer o minímo possível, garantida que está a qualidade do seu serviço. Por outras palavras, e antevendo a não subida do salário minímo nacional para os almejados 500 euros, aqueles que supostamente irão usufruir das alterações às regras laborais em vigor no nosso país, são os que menos se esforçam por desempenharem cabalmente as sua funções para que foram contratados, até porque têm que trabalhar de acordo com aquilo que lhes é pago, ou seja, uma miséria que deveria envergonhar qualquer entidade patronal.