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20 de novembro de 2010

Não queria mas lá teve que ser

Era inadmissível, inaceitável, diria até impossível de aturar, que a pretexto de preservarem a vida humana, milagre de Deus, condenassem o uso do preservativo.
Para já, tal posição era pura hipocrisia. Depois o uso do preservativo permitia, isso sim, salvar muitas vidas que, apesar de continuarem a ser um milagre de Deus, já estariam tomadas pelo demo, pois mantinham relações sexuais por puro prazer. Além disso, a Igreja Católica não tem moral para pregar a moral, pois devia, em primeiro lugar, tratar da "limpeza" da sua casa, para depois se sentir legitimada a opinar sobre  "limpeza" na casa do outros. Por último, a Igreja Católica tem que se convencer, de uma vez por todas, que o tempo em que era a única detentora da sabedoria, dos livros, da capacidade de escrever e de ler, e de converter os pecadores, de decidir sobre os destinos da vida deste e daquele, enfim, de por e dispor sobre tudo e mais alguma coisa, acabou quando começou a libertação do ser humano dessa culpa em que, aos olhos de Roma, constantemente se encontrava.
À Igreja cabe um papel importantíssimo na sociedade. Os pobres, os mais necessitados, os abandonados, os desesperados e os oprimidos são, sem dúvida alguma, os que mais têm beneficiado dessa qualidade que a Igreja tem, que é a de fazer bem sem olhar a quem. Por isso, que se mantenha na prossecução desse magno objectivo pois com ele, de certeza que conseguirá agradar ao Deus que representa.

18 de maio de 2009

O verdadeiro prazer do sexo

 

A comunidade muçulmana uniu-se à católica contra a distribuição gratuita de preservativos nas escolas por considerar que tal medida é atentatória dos valores que defendem, porque inverte a ordem natural das coisas, promovendo o sexo antes do casamento.
Acho interessante que as duas maiores comunidades religiosas no nosso país estejam de acordo contra a aplicação de uma medida que consideram fracturante para a paz social.
É bonito ver as duas maiores religiões unidas contra aquilo que consideram ser um atentado ao crescimento dos seus jovens seguidores.
Bonito também é saber que, em vez do uso do preservativo, as comunidades católica e muçulmana, preferem o coito interrompido e uma eventual interrupção da gravidez, por um médico amigo ou por uma parteira experiente.
Folgo em saber que tais comunidades, aprovam a gravidez das adolescentes e o casamento de mulheres grávidas, desde que portadoras de flor de laranjeira, como manda a tradição.
Também fico mais descansado por saber que, tanto os adolescentes católicos, como os adolescentes muçulmanos, estão imunes a doenças sexualmente transmissíveis.