20 de novembro de 2010

Não queria mas lá teve que ser

Era inadmissível, inaceitável, diria até impossível de aturar, que a pretexto de preservarem a vida humana, milagre de Deus, condenassem o uso do preservativo.
Para já, tal posição era pura hipocrisia. Depois o uso do preservativo permitia, isso sim, salvar muitas vidas que, apesar de continuarem a ser um milagre de Deus, já estariam tomadas pelo demo, pois mantinham relações sexuais por puro prazer. Além disso, a Igreja Católica não tem moral para pregar a moral, pois devia, em primeiro lugar, tratar da "limpeza" da sua casa, para depois se sentir legitimada a opinar sobre  "limpeza" na casa do outros. Por último, a Igreja Católica tem que se convencer, de uma vez por todas, que o tempo em que era a única detentora da sabedoria, dos livros, da capacidade de escrever e de ler, e de converter os pecadores, de decidir sobre os destinos da vida deste e daquele, enfim, de por e dispor sobre tudo e mais alguma coisa, acabou quando começou a libertação do ser humano dessa culpa em que, aos olhos de Roma, constantemente se encontrava.
À Igreja cabe um papel importantíssimo na sociedade. Os pobres, os mais necessitados, os abandonados, os desesperados e os oprimidos são, sem dúvida alguma, os que mais têm beneficiado dessa qualidade que a Igreja tem, que é a de fazer bem sem olhar a quem. Por isso, que se mantenha na prossecução desse magno objectivo pois com ele, de certeza que conseguirá agradar ao Deus que representa.

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