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14 de agosto de 2011

Um destes dias...


Poul Thomsen, considerou que a taxa de desemprego jovem em Portugal atingiu níveis insustentáveis. Mas o desemprego jovem não é um mal unicamente português, pois afecta a quase totalidade dos países europeus e outros tantos do mundo, sobretudo aqueles em que o avanço da tecnologia delegou para segundo lugar o interesse pelo trabalho humano.
A solução para esse grave problema não está unicamente na criação de empresas competitivas, até porque essa competitividade resulta em grande parte da diminuição dos custos da produção e na reflexão desses custos no produto final, pois quanto menos custar a produzir, mais barato fica para vender. Sabendo nós que, quanto mais bem apetrechada tecnologicamente estiver um empresa, menos mão de obra necessitará, pois as "máquinas" facilmente substituem o ser humano e têm a vantagem de, ao contrário do comum trabalhador, nada mais exigirem para além da alimentação eléctrica e da manutenção regular, então será fácil concluir que o desemprego jovem não diminuirá, antes pelo contrário, terá tendência para aumentar e de forma perigosa. 
Ora, sabendo nós, pela história, que os jovens são o motor das revoluções, não são de admirar estas cada vez mais frequentes manifestações de descontentamento que todos os dias nos vão entrando pela "porta" dentro. São sobretudo jovens descontentes e desempregados, deslocados e enviados para programas de reabilitação e reinserção social que mais aparecem como protagonistas desses momentos de destruição e violência. São eles os frutos de uma sociedade que cada vez mais busca o lucro, as facilidades do lucro e a não distribuição do lucro. A desigualdade na repartição dos rendimentos, é a imagem de marca desta sociedade totalmente dependente do crédito e refém de quem o concede. Por tudo isso, e tendo conta que não se avizinham melhorias na relação com os empregadores e os (des)empregados, estou em crer que atrás destas manifestações de descontentamento outras virão, com mais intensidade, e perante as quais as forças da ordem pouco ou nada conseguirão fazer, desacreditados que estão aqueles que pretendem defender.

21 de dezembro de 2010

Riscos de quem voa


Primeiro foi o vulcão que lançou o caos nos céus europeus, obrigando os aviões a permanecerem em terra. Agora com a neve, repete-se o cenário nos aeroportos europeus, com dezenas de famílias a correrem o risco de verem os seus planos de Natal, irem por água abaixo. 
O ano de 2010 terá sido um  daqueles em que a natureza mais "castigou" a aviação europeia, já para não falar da greve selvagem com que os operadores espanhóis decidiram exigir as suas reivindicações. 
Com tantos contratempos, desesperos e desalentos, o avião começa a ser encarado como um meio de transporte a evitar, sobretudo nas alturas em que as condições climatéricas se agravarem, o que nos poderá levar pensar na alternativa, muito mais eficaz, que outros meios de transportes podem constituir e na necessidade de todos os governos apostarem na criação dessas alternativas, apesar de, à primeira vista, nos parecerem extremamente onerosas.