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21 de dezembro de 2010

Riscos de quem voa


Primeiro foi o vulcão que lançou o caos nos céus europeus, obrigando os aviões a permanecerem em terra. Agora com a neve, repete-se o cenário nos aeroportos europeus, com dezenas de famílias a correrem o risco de verem os seus planos de Natal, irem por água abaixo. 
O ano de 2010 terá sido um  daqueles em que a natureza mais "castigou" a aviação europeia, já para não falar da greve selvagem com que os operadores espanhóis decidiram exigir as suas reivindicações. 
Com tantos contratempos, desesperos e desalentos, o avião começa a ser encarado como um meio de transporte a evitar, sobretudo nas alturas em que as condições climatéricas se agravarem, o que nos poderá levar pensar na alternativa, muito mais eficaz, que outros meios de transportes podem constituir e na necessidade de todos os governos apostarem na criação dessas alternativas, apesar de, à primeira vista, nos parecerem extremamente onerosas.

26 de novembro de 2010

Voar no chão


Apesar de nunca ter tido capacidade para receber aviões comerciais, a Base Aérea nº 11, construída pelos alemães em 1966,  recebeu um investimento de 34 milhões de euros, na expectativa de, pelo menos, ser utilizada pelos chineses como plataforma logística, por onde passariam os seus produtos em trânsito para a África e América do Sul. Porém, apesar do investimento já realizado, ainda não reúne as condições necessárias para receber aviões comerciais levando a que devido ao atraso fossem os alemães a beneficiar de tão desejado protocolo com os chineses. Agora, vem o Tribunal de Contas dizer que a infra-estrutura ainda não tem “assegurada a sua viabilidade económica”, e que para que isso aconteça, são necessários mais 44 milhões de euros de investimento público para que, ao menos, possa ser transformada no parque de estacionamento dos aviões que se encontram na Portela, sem que mesmo assim se transforme no pólo de desenvolvimento pretendido para aquela região.