A medida preventiva aplicada aos protagonistas do vídeo que chocou grande parte dos portugueses e os fez, mais uma vez, reflectirem sobre o papel da violência entre os jovens, poderá nem sequer resolver a complicada questão provocada pela ausência de valores com que actualmente muitos dos nossos adolescentes se relacionam em sociedade. Poderá até servir apenas para corrigir o comportamento dos jovens implicados na contenda, levando-os a, pelo menos, não quererem divulgar futuramente a forma violenta com que tentam resolver os problemas. Poderá até servir apenas para que os pais, ou os encarregados de educação, daqueles jovens, cogitem sobre se o seu papel de educadores poderá ou não ser melhorado, tendo em vista o resultado. Mas de uma coisa tenho a certeza, de cada vez que outros jovens, em circunstâncias semelhantes, tentem resolver do mesmo modo, as questões que os separam, vão concerteza tomar como exemplo as consequências que advieram para os três adolescentes, que partilharam, de forma gratuita, a violência com que lidam diariamente e que já faz parte intrínseca das suas vidas.
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29 de maio de 2011
9 de junho de 2010
Crianças sem sexo
A felicidade tem destas coisas. De facto, independentemente dos preconceitos que ainda teimam em prevalecer e das inúmeras teorias acerca das consequências que uma relação homossexual pode provocar no desenvolvimento das crianças que fazem parte desse agregado familiar, um estudo recente permitiu concluir que os filhos de lésbicas são melhores na escola e menos agressivos. A pergunta que de imediato se nos coloca, prende-se com o facto de muitas vezes sermos assaltados pela dúvida de que as famílias compostas por casais do mesmo sexo, poderão influenciar negativamente o crescimento das crianças que à sua guarda se encontram. Porém, a julgar pelo estudo, não é líquido que assim seja, antes pelo contrário até. O que se conclui, isso sim, é que as crianças e os adolescentes nessas condições, são mais afectados pelas posições preconceituosas com que a sociedade, ou os sectores mais conservadores da sociedade, encaram aquelas relações, e não propriamente pelo ambiente familiar no qual se encontram inseridos. O segredo de uma infância ou adolescência feliz reside, não tanto a imagem, tantas vezes propositadamente distorcida, com que nos são apresentadas aquelas relações, mas mais na estabilidade emocional e familiar em que a criança cresce, independentemente do sexo daqueles que considera como pais. Basicamente, o importante é saber se a criança é amada, compreendida e respeitada. Se isso acontecer, não tenho dúvidas que se tornará num adulto muito mais responsável, feliz e tolerante.
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