14 de junho de 2011

Um destes dias...



No dia em que se celebra mundialmente o do dador de sangue soubemos, pelas declarações do presidente do Instituto Português do dito que, não fosse o concurso para processamento do plasma estar bloqueado, vá-se lá saber porquê, há dez anos, não teríamos que importar anualmente cerca de 70 milhões de euros em componentes fraccionados, como o concentrado de eritrócitos ou de plaquetas, entre outros, usados em patologias ou cirurgias específicas.
Ora, partindo do princípio que o sangue recolhido, e não utilizado, vai direitinho para o lixo, de que valeu então o investimento feito em 2002, no montante de 1,5 milhões de euros, com o objectivo de armazenar 170 mil unidades daquele tão precioso líquido? De que valeram então as campanhas publicitárias que visavam e visam angariar mais e mais dadores, se metade do sangue recolhido nessas campanhas, não tem qualquer utilidade, apesar de serem cada vez mais os que se solidarizam com essa nobre causa?

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