Claro que não deixa de ser chocante a transmissão televisiva de uma morte, ocorra ela nas circunstâncias em que ocorrer. Por isso mesmo, não é pacifico que o efeito da reportagem seja somente informativo, havendo quem defenda que se trata de um apelo ao suicídio consentido. Polémicas à parte, não deixa de ser consensual que, relativamente à sua vida, cada um faz o que quer, isto é, está na livre disposição de cada um, optar pelo destino que quer dar à sua existência, perante a irreversível decadência da sua sustentabilidade.
Para mim, é sempre preferível escolher a forma como cada um se pretende "desligar" da vida. E se algum dia, por algum motivo, for confrontado com a inevitabilidade do fim, serei o primeiro a manifestar a vontade de atenuar, ou até mesmo eliminar, o sofrimento que, por norma, lhe está associado.

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