Mostrar mensagens com a etiqueta sangue. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sangue. Mostrar todas as mensagens

11 de fevereiro de 2012

Revolução silenciosa

Perante as privações impostas, o Povo português vai deixando de aderir aos apelos feitos pelos setores mais necessitados da nossa sociedade, ao ponto de prejudicar o funcionamento daquilo que, até agora, se julgava como garantido. Exemplo disso, está a fraca adesão à dádiva de sangue, com uma quebra estimada em cerca de 20%, colocando em risco muitas cirurgias, tão só porque cessaram as contrapartidas a quem o dava e porque se veiculou a ideia de ele se estava a desperdiçar.
A continuarmos assim, não me admiraria que daqui a uns dias, a dádiva de sangue passe a ser obrigatória por decreto, sob pena de quem se recusar, por exemplo, não possa votar, exercício ao qual, como bem sabemos, os portugueses dão substancial importância.

14 de junho de 2011

Um destes dias...



No dia em que se celebra mundialmente o do dador de sangue soubemos, pelas declarações do presidente do Instituto Português do dito que, não fosse o concurso para processamento do plasma estar bloqueado, vá-se lá saber porquê, há dez anos, não teríamos que importar anualmente cerca de 70 milhões de euros em componentes fraccionados, como o concentrado de eritrócitos ou de plaquetas, entre outros, usados em patologias ou cirurgias específicas.
Ora, partindo do princípio que o sangue recolhido, e não utilizado, vai direitinho para o lixo, de que valeu então o investimento feito em 2002, no montante de 1,5 milhões de euros, com o objectivo de armazenar 170 mil unidades daquele tão precioso líquido? De que valeram então as campanhas publicitárias que visavam e visam angariar mais e mais dadores, se metade do sangue recolhido nessas campanhas, não tem qualquer utilidade, apesar de serem cada vez mais os que se solidarizam com essa nobre causa?