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29 de setembro de 2015

Habilidades


Quando ouço o Paulo, só me lembro do seu passado recente (já para não falar no mais antigo) e na forma habilidosa com que normalmente se consegue livrar das polémicas questões em que se encontra envolvido. Por isso, quando ouço a palavra "confiança" vinda da boca de alguém em quem não se pode confiar, imagino que estou num país onde os criminosos procuram ascender aos mais altos cargos, atrás dos quais se refugiam, só para continuarem a desenvolver a sua atividade.

14 de maio de 2012

Sempre se poupa no material


As restrições, sobejamente conhecidas, impostas a (quase) todos os setores da sociedade, também afetam a nossa capacidade de defesa perante a intrépida investida dos monstros oceânicos, afastados que estavam das nossas águas pela temerária presença do não menos temerário submarino, aquele que o nosso ministro dos negócios estrangeiros "comprou" por 500 milhões de euros, quando andava entusiasmado a brincar à batalha naval, e que agora se encontra fundeado no Alfeite, por falta de dinheiro para o combustível.

[foto]

9 de abril de 2010

Elas pagam-se cá todas


Aproveitando a "onda" dos inquéritos parlamentares, em que os deputados da nação se substituem aos tribunais, eis que agora chegou a altura do partido do governo pedir meças aos responsáveis pela realização do ruinoso negócio dos submarinos.
Perante esta realidade, quer o PSD, quer o CDS/PP, poderão não ser muito prejudicados com o desenrolar da situação, mas que vão sair chamuscados, ai isso vão. Porém, como já vem sendo hábito, os verdadeiros responsáveis hão-de sair-se airosamente do imbróglio gerado pela descuidada actuação que tiveram como partes daquele negócio.

31 de março de 2010

Em lume brando


Instado sobre a mais recente revelação de corrupção no caso dos submarinos, que tanto orgulho trouxe a Paulo Portas enquanto ministro da defesa e que mais recentemente provocou a demissão do cônsul honorário de Portugal em Munique, Durão Barroso referiu não ter qualquer intervenção directa ou pessoal neste âmbito .
Obviamente que as buscas realizadas à sede da empresa alemã responsável pelas contrapartidas dos submarinos, não tinham como objectivo encontrar indícios sobre as relações directas dos intervenientes, porque essas são do conhecimento público. O objectivo era sim encontrar indícios das eventuais relações indirectas, essas sim comprometedoras do bom nome e da seriedade com que os intervenientes no processo encararam o interesse do Estado.
Esperemos então, com a necessária e habitual tolerância, que a justiça nos esclareça, tal como nos tem esclarecido até aqui.

1 de outubro de 2009

A mulher de César



Quando todos pensávamos que o problema da maioria parlamentar do P.S. estava resolvido com o mais que provável encosto ao C.D.S. de Portas, eis que a vida de tão ilustre beijoqueiro fica ensombrada com a polémica compra de submarinos em 2003.
Terá Paulo Portas condições para continuar a brincar aos políticos ou vai abdicar da imunidade, que lhe é devida como parlamentar, para se sujeitar a um julgamento igual ao que reclama para todos os delinquentes: célere, justo e eficaz.