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15 de novembro de 2013

Prisão doce prisão


As coisas estão tão más cá fora, que os presos preferem continuar na prisão em vez de serem libertados.

17 de outubro de 2011

Não há machado que corte...


Por mais que alguns insistam nas boas intenções do regime iraniano, não deixa de ser difícil acreditar que seja assim tão bom, quando manda prender um cienasta, porque o mesmo, segundo eles, desenvolvia "actividades contra a segurança nacional e propaganda contra o regime" quando, o que fazia, mais não era do que denunciar a repressão que o Irão exerce sobre quem ousa denunciar as atrocidades cometidas pelo regime.

14 de julho de 2011

Se a moda pega...

A baixa médica, que alguns dos nossos polícias utilizaram como forma de protesto contra a condenação de que foram alvo dois dos seus colegas, demonstra, tão só, o quão desacreditado está o sistema de leis que um dia, com tanta solenidade, juraram respeitar. Agora, resta saber que doenças lhes irão ser diagnosticadas, não vá a maleita espalhar-se e qualquer dia não temos ninguém que, ainda assim, vá tomando conta de nós.

3 de agosto de 2009

Ascensão e queda

Coisa rara esta a de um político português ser condenado a prisão efectiva. Contra tudo e contra todos, Isaltino decidiu-se pela fuga para a frente. Concorreu por Oeiras e ganhou, mesmo sem contar com o apoio do seu partido de sempre. Tal como Fátima Felgueiras, provou que o Povo pouco se importa com a "perseguição" que a justiça faz aos seus governantes locais, antes reforçando a teoria de que "a política nada tem a ver com a justiça".
Com esta condenação, não definitiva claro, pouca ou nenhuma legitimidade terá para ir a votos nas próximas autárquicas, apesar de os deputados do partido, que já foi o seu, retirarem atempadamente da discussão (sabe-se lá porquê), o diploma que impedia os políticos acusados, pronunciados ou condenados por crimes especialmente graves, de continuarem a exercer cargos políticos. Considerado como "autarca modelo", achou que esse epíteto lhe daria autoridade e imunidade suficientes para se ir governando com dinheiros que considerou seus e que geriu a seu bel-prazer, em proveito próprio, acabando por ser denunciado por uma antiga secretária, de quem não terá muitas saudades.