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24 de abril de 2013

Pecado da Gula


Isaltino foi detido enquanto estava a comer. Só espero que não se tenha engasgado.

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26 de janeiro de 2013

Ora bolas prá a justiça

Na perspetiva de Macário e de outros autarcas da nossa praça, a justiça, que tem por obrigação a reposição da legalidade, não pode tirar aquilo que o Povo deu através do voto. Então, pergunto eu, de que serve a justiça se não for para repor a legalidade, mesmo contrariando a vontade de um eleitorado, que como bem sabemos, nunca representa a maioria dos eleitores inscritos, mais sim a maioria dos militantes ou simpatizantes, capazes de serem "transportados" pelas forças políticas concorrentes?

5 de maio de 2011

Justiça cega


A pena de prisão em que Isaltino foi condenado, foi confirmada em última instância. Deste modo, o autarca de Oeiras vai ter cumprir, digo eu, pena de 2 anos de prisão efectiva. Coisa rara nosso país, dirão muitos e com toda a razão, isto porque nenhum português com dois palmos de testa, acredita que algum político no nosso país cumpra, sequer, um dia que seja nos calabouços, tal é a agilidade com que se movem nos meandros obscuros da criminalidade.
Mas há uma coisa curiosa nas declarações de Isaltino. Ao ser confrontado com a possibilidade de vir a ser preso, de imediato se manifestou confiante na justiça, talvez naquela justiça em que, por exemplo, confiou Dias Loureiro, e outros tantos criminosos, que tal como Isaltino, se aproveitaram da vulnerabilidade de quem insiste em se manter na escuridão, seja por estar demasiado dependente do jogo de poderes que à volta dela gravitam, seja por se acocorar perante a suposta intocabilidade daqueles que julga.

4 de agosto de 2009

Imunidades



Quando confrontada com a situação em que se colocou Isaltino Morais e instada sobre a necessidade de limitar o acesso a cargos políticos de indíviduos a contas com a justiça, Manuela Ferreira Leite preferiu não discutir, para já, a lei que impede acusados de se candidatarem a cargos públicos. Pudera, se assim não fosse, teria que rever a constituição das listas a deputados do seu partido, correndo o risco de alguns deles perderem a imunidade que o parlamento lhes confere, quebrando assim uma eventual promessa de impunidade pelos bons serviços prestados à sua candidatura a líder do P.S.D..

3 de agosto de 2009

Ascensão e queda

Coisa rara esta a de um político português ser condenado a prisão efectiva. Contra tudo e contra todos, Isaltino decidiu-se pela fuga para a frente. Concorreu por Oeiras e ganhou, mesmo sem contar com o apoio do seu partido de sempre. Tal como Fátima Felgueiras, provou que o Povo pouco se importa com a "perseguição" que a justiça faz aos seus governantes locais, antes reforçando a teoria de que "a política nada tem a ver com a justiça".
Com esta condenação, não definitiva claro, pouca ou nenhuma legitimidade terá para ir a votos nas próximas autárquicas, apesar de os deputados do partido, que já foi o seu, retirarem atempadamente da discussão (sabe-se lá porquê), o diploma que impedia os políticos acusados, pronunciados ou condenados por crimes especialmente graves, de continuarem a exercer cargos políticos. Considerado como "autarca modelo", achou que esse epíteto lhe daria autoridade e imunidade suficientes para se ir governando com dinheiros que considerou seus e que geriu a seu bel-prazer, em proveito próprio, acabando por ser denunciado por uma antiga secretária, de quem não terá muitas saudades.