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15 de outubro de 2015

7 de janeiro de 2011

Perspectivas


Para que não hajam dúvidas, os portugueses terão que escolher entre um candidato que não se deixa intimidar com as acusações de que é alvo e, melhor do que isso, decide quando e como deve falar acerca do que quer que seja, e entre um candidato que parece não ter encontrado nada mais com que incomodar o ainda presidente da república, para além das acções da Sociedade Lusa de Negócios, dona do B.P.N., frustradas que foram as tentativas para o colarem ao regime de Salazar, ou muito simplesmente, à criação das E.P.E ou até ao facto de manter na comissão de honra da sua candidatura, antigos colaboradores seus que estão implicados em alguns dos escândalos financeiros que ultimamente ocorreram no nosso país.
Quando tudo isto não é suficiente para desacreditar um candidato, que aparentemente consegue granjear  a simpatia do povo, então estará perdida a corrida de Alegre a Belém.

30 de dezembro de 2010

O que é que cada um pode fazer pelo país?


Foi por demais evidente, a simpatia de Cavaco Silva por economia livre e aberta, em simbiose quase perfeita dos interesses do Estado com a eficácia dos privados. Manuel Alegre defendeu intransigentemente o estado social e a sua contribuição inequívoca para a manutenção da estabilidade, dando sempre prioridade ao respeito pelos princípios que norteiam um Estado que se pretende eficaz, responsável e coerente na prossecução das funções públicas.
Quanto a Cavaco, não se antevêem grandes dificuldades na concretização das suas políticas porque, em tempo de vacas magras, é importante que um país mantenha um mínimo aceitável de actividade empresarial, que só subsistirá, nos dias que correm, com o recurso a cada vez maior as cortes nas regalias dos seus trabalhadores.
Manuel Alegre, defende como pode o seu ideal de socialismo, ora pendendo para a esquerda mais dura do Bloco, ora para a esquerda light do  PS. As suas ideias são nobres e bastante úteis para prevenir convulsões entre classes e para manter a dignidade do povo um pouco mais afastada das ruas da amargura. É um óptimo projecto de Estado este defendido pelo candidato Alegre, mas será ele realmente exequível, ainda por cima numa altura em que, cada vez mais se pedem sacrifícios a quem por norma já é sacrificado e que se vê obrigado a trocar o seu trabalho pela quase esmola do patrão?
Precisamos, tanto de um como de outro, mas todos sabemos que, por muitas boas intenções que abundem nos seus programas, nenhum deles se poderá substituir a quem governa efectivamente.

15 de dezembro de 2010

Rabos de palha


Numa altura em que se contam espingardas para mais uma batalha eleitoral, o silêncio de Oliveira Costa perante o tribunal foi acolhido com agrado, especialmente pela candidatura de Cavaco Silva, não fossem elas ensombrar a campanha daquele que nele confiou para secretário de estado.

31 de outubro de 2010

Ora bolas


Claro que fica sempre mal a um candidato a qualquer cargo, quanto mais quando se trata de um candidato à presidência da República, não pagar a renda da sede de campanha. Não creio que tenham sido as forças da oposição a denunciar o caso à comunicação social, assim como também não creio que haja qualquer dificuldade em saldar a dívida por parte de Fernando Nobre, até porque estou profundamente convicto de que tudo se tratou de um lapso talvez motivado pela azáfama própria de quem se entrega com a convicção à causa republicana. O que eu acho é que, para quem espera granjear a simpatia de um eleitorado indeciso, cansado de políticos já conhecedores dos cantos à casa, não se pode dar ao luxo de se esquecer de coisas tão elementares, sujeitando-se às consequências que tão inusitada situação pode trazer à sua credibilidade.

26 de outubro de 2010

O trunfo de Cavaco

I
Se quando Cavaco Silva anunciar a sua recandidatura a Belém, o impasse que se instalou sobre Orçamento do Estado estiver ultrapassado, será óptimo porque assim, sempre poderá dizer que foi o seu esforço que contribuiu para o entendimento entre a oposição e o governo. Se, por outro lado, as negociações sobre o orçamento, não tiverem o resultado que a maior parte classe política anseia, Cavaco Silva sempre poderá dizer que se esforçou ao máximo para que o desfecho não fosse esse, mas que o país poderá continuar a contar com ele, como, diz ele, sempre aconteceu desde que, em 2006, sucedeu a Jorge Sampaio na Presidência da República.

31 de maio de 2010

Imposição Alegre



Não se viu na cara de Sócrates, aquando da declaração de apoio a Manuel Alegre, o mesmo entusiasmo que manifestou relativamente a Mário Soares ou a Vital Moreira.
A julgar pelas anteriores opções, José Sócrates não é um político motivado pelos resultados, antes preferindo apoiar aqueles que mais complacentes são com a sua forma de governar,
Desta vez não foi assim. Apesar de todos sabermos que Manuel Alegre nunca poderia ser escolha de Sócrates, também sabemos que só o foi porque a sua situação política já não lhe permite impor ao partido o seu candidato, fosse ele quem fosse, o que só reforça a ideia de que, no Largo do Rato, sobe de tom a contestação ao líder.
Mas mesmo que assim não fosse, e José Sócrates ainda mantivesse aquela aura de impoluto governante, para o PS e para os seus militantes, seria uma ingratidão muito grande não estar apoiar alguém que, apesar das críticas, sempre defendeu a liberdade e sempre esteve ao lado de grande parte daqueles, que sofrem e sofreram com a falta dela.