O Governo português irá fazer-se representar na Ucrânia, por ocasião do Euro'2012, apesar de outros países se recusarem a fazê-lo, por considerarem inadmissível a detenção de Iulia Timochenko, presa desde outubro, por alegado abuso de poder.
Segundo os responsáveis pelos negócios estrangeiros do nosso país, tal atitude justifica-se pelo facto de entenderem que "política é política e desporto é desporto".
Essa posição poderia chocar-me mas não. Se bem se lembram, por altura dos Jogos Olímpicos de 2008 também se levantaram muitas vozes de protesto contra a ocupação chinesa do Tibete e nem por isso eles se deixaram de realizar, apesar de nunca ter cessado a repressão sobre aquela minoria. A ser assim, não condeno, apesar de não concordar, a posição portuguesa, tão só porque a recusa em se fazer representar, não iria beneficiar a ex-primeira ministra ucraniana, nem iria fazer de nós uns vencedores antecipados.
