O Estado lança o concurso, adjudica a obra, paga ao empreiteiro e, no fim, manda lá um representante para a inaugurar. Nada faz para fiscalizar os trabalhos, para verificar se tudo está conforme o caderno de encargos e ainda por cima paga as derrapagens sem sequer compreender em que rubricas é que houve necessidade de alterar o contratado. Depois, quando secarem as massas e a qualidade dos materiais aplicados começar a ser revelada, então começam a surgir os problemas, com o óbvio incómodo para os utentes, sem que seja possível encontrar alguém a quem imputar a responsabilidade pelos danos decorrentes das deficiências de construção.