Foram todos apanhados de surpresa com a vontade que Louçã tem em apresentar uma moção ao governo. Apesar de ser um cenário que todos querem, ninguém o deseja verdadeiramente, tão só porque não têm a agenda preparada para tal. As coisas funcionam de outra maneira e os grandes partidos não admitem que a agenda política seja marcada por um partido de menor dimensão, que ainda por cima não faz parte da mesma família política.
O cenário não foi assim difícil de adivinhar. Depressa os barões do PSD se levantaram contra a oportunidade da iniciativa, brandindo algum desconforto perante a possibilidade de a mesma poder vir a surtir o efeito prático pretendido por quem considera que os interesses das pessoas estão muito acima do interesse dos grandes grupos económicos.
