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8 de maio de 2012

Revolucionários reformados

Soares foi acusado pelo PSD de querer "incendiar a estabilidade", o que não foge muito à realidade, uma vez que a situação do país é bastante explosiva, bastando que um histórico da democracia se manifeste contrário às políticas do atual governo da república para de imediato despoletar uma situação de inquietação.
A estas declarações de Soares, juntam-se outras, proferidas há relativamente pouco tempo por um capitão de abril, acerca da necessidade de fazer uma outra revolução, bastando-lhe para isso, uma força de 800 militares.
Não me espanta que, quer um quer outro, partilhem da mesma opinião relativamente à nossa realidade atual, pois foi por algo de semelhante ter acontecido, que eles se tornaram célebres entre os que aplaudiram o fim da ditadura.

8 de setembro de 2011

Técnico para a ocasião


Mário Soares, classificou Vítor Gaspar de "político ocasional", alertando para a necessidade que Portugal tem, nesta hora, de um político e não de um contabilista que corte sem olhar para as pessoas, obcecado que está em regularizar as contas do Estado. 
Por um lado dou razão a Soares, quando diz que é necessário alguém que esteja mais atento aos problemas das pessoas e às suas necessidades. Por outro lado, não me revejo nas suas afirmações, sobretudo quando diz que esse alguém terá de ser um político, não ocasional subentenda-se.
Ora, se foram os políticos que nos trouxeram até aqui, porque motivos é que o ministro das finanças, ou outro qualquer, teria que ser um político, parecido com aqueles que levaram o primeiro-ministro à necessidade de ter que recorrer a um técnico para pôr ordem nas contas públicas.