8 de maio de 2012

Revolucionários reformados

Soares foi acusado pelo PSD de querer "incendiar a estabilidade", o que não foge muito à realidade, uma vez que a situação do país é bastante explosiva, bastando que um histórico da democracia se manifeste contrário às políticas do atual governo da república para de imediato despoletar uma situação de inquietação.
A estas declarações de Soares, juntam-se outras, proferidas há relativamente pouco tempo por um capitão de abril, acerca da necessidade de fazer uma outra revolução, bastando-lhe para isso, uma força de 800 militares.
Não me espanta que, quer um quer outro, partilhem da mesma opinião relativamente à nossa realidade atual, pois foi por algo de semelhante ter acontecido, que eles se tornaram célebres entre os que aplaudiram o fim da ditadura.

2 comentários:

António Luís disse...

Mas o que importa é que a "revolução" que Soares defende seria apenas a substituição dos atuais governantes (bons ou maus, mas não os dele e de quem ele julga representar...) por outros que ele ache conveniente...
É de facto um "revolucionário", Mário Soares. O país deve-lhe imenso!

Pedro Viseu disse...

É aquele seu defeito de que só o que ele pensa é que está correto.
Mas não deixa de ser uma tentadora opção, só que em democracia as alternâncias de poder decidem-se nas urnas e, convenhamos, o Povo ainda não percebeu isso, levando a que, de quando em vez, surjam alguns saudosistas.