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2 de agosto de 2012

Ora aí está uma boa notícia!


Para além dos partidos políticos que, como sabemos, levam uma boa fatia do Orçamento do Estado, hoje conheceu-se o relatório onde são identificadas as cerca de 130 fundações que poderão estar em risco de serem extintas ou de perderem os subsídios públicos.
Ora, num país onde todos os dias se pedem esforços para que se poupe, não faz sentido que o Estado gaste cerca de 200 milhões de euros em organismos que nem sequer lhe pertencem. Portanto, se o objetivo é poupar, que comecem por arrumar a casa, pois só assim é que os habituais sacrificados conseguirão aceitar como justos os cortes de que têm sido alvo.

15 de abril de 2011

Portugal, afinal, é um país muito rico

Num país que, na boca de alguns políticos, se encontra em permanente crise de liquidez, muito me admira que ainda haja dinheiro para sustentar as inúmeras fundações que gravitam à volta do Estado, sem que, na maior parte dos casos, se saiba muito bem qual o objecto social de cada uma, ficando a sensação de que somente foram criadas para acudirem às necessidades que cada governo tem em colocar os seus boys. Claro que os 220 milhões de euros que lhes foram atribuídos em apenas 5 anos, poderão ser demonstrativos de que exercem um papel de destaque na nossa sociedade e que, aos olhos do comum cidadão, tal não seja imediatamente visível, até porque aqueles que fazem parte dos seus órgãos sociais, transitaram directamente dos governantes que foram passando por São Bento e por Belém, ou então estão na calha para integrar os próximos que para lá forem.
Enquanto se distribuem quantias tão absurdas de dinheiro, sem se saber muito bem o destino que lhes é dado, o Povo vai fazendo sacrifícios para sustentar todas essas, e outras, mordomias, que normalmente só aproveitam àqueles que se mantêm, há décadas, a mamar à custa do sistema.