15 de abril de 2011

Portugal, afinal, é um país muito rico

Num país que, na boca de alguns políticos, se encontra em permanente crise de liquidez, muito me admira que ainda haja dinheiro para sustentar as inúmeras fundações que gravitam à volta do Estado, sem que, na maior parte dos casos, se saiba muito bem qual o objecto social de cada uma, ficando a sensação de que somente foram criadas para acudirem às necessidades que cada governo tem em colocar os seus boys. Claro que os 220 milhões de euros que lhes foram atribuídos em apenas 5 anos, poderão ser demonstrativos de que exercem um papel de destaque na nossa sociedade e que, aos olhos do comum cidadão, tal não seja imediatamente visível, até porque aqueles que fazem parte dos seus órgãos sociais, transitaram directamente dos governantes que foram passando por São Bento e por Belém, ou então estão na calha para integrar os próximos que para lá forem.
Enquanto se distribuem quantias tão absurdas de dinheiro, sem se saber muito bem o destino que lhes é dado, o Povo vai fazendo sacrifícios para sustentar todas essas, e outras, mordomias, que normalmente só aproveitam àqueles que se mantêm, há décadas, a mamar à custa do sistema.

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