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23 de janeiro de 2013

Se tivessem adivinhado...

Os maquinistas da CP, sempre poderiam ter marcado uma greve para aquele dia. Assim, as probabilidades de acidente seriam bastante menores.

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1 de novembro de 2011

A Passos largos do fim da linha

Há dias, o ministro da economia anunciou que governo «vai desactivar 450 quilómetros de serviços ferroviários altamente deficitários».
São, bem sei, linhas difíceis, dispendiosas, longínquas e quase obsoletas e onde a questão do lucro nunca se colocou, mas que cada vez mais serve de motivo para justificar a tomada de medidas idiotas, mas economicistas.
Para quem hoje nos governa, não interessa o quanto significa para as populações perderem o seu mais útil, próximo e económico meio de transporte.
Quem nos governa, não quer manter linhas ferroviárias que transportem, apenas, os passageiros mais deslocados e mais carenciados, pois só dão prejuízo.
Quem nos governa, não quer saber em que medida o abandono de algumas linhas ferroviárias do nosso país, contribui para acentuar as assimetrias crónicas do nosso território e as dificuldades com que alguns ainda resistem ao isolamento.
Quem nos governa está unicamente preocupado em conseguir conter os desperdícios, os desvios, as fraudes e os incalculáveis prejuízos, que as inúmeras administrações da C. P. provocaram ao erário público, durante décadas de inimputável gestão.
Fechar as linhas, é pois a única forma que este, e outros governos do país, teem encontrado para colocar um ponto final na atividade escandalosamente perdulária das empresas ferroviárias, e talvez por isso não o tenham conseguido. Se cuidassem pela responsabilização daqueles que, sob o fumo do ignóbil charuto, se pavoneiam em luxuosas viaturas, doce e ardilosamente adquiridas à custa das nossas contribuições, talvez nessa altura conseguissem os resultados desejados.
Mas mais uma vez assim não foi! Lamentavelmente, a única forma encontrada para resolverem, de uma vez por todas (dizem eles), um problema que se arrastou durante anos, é exatamente aquela que mais penaliza aqueles que, mais do que nunca, necessitam de ter um rendimento estável para ajudar no sustentar da família.

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