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8 de janeiro de 2013

Ao princípio é sempre assim


O mais recente caso da criança vítima de um ataque por parte de um cão de raça considerada perigosa, e que hoje infelizmente faleceu, é a prova de que, por muito meigo que seja o cão, mesmo aquele que cresceu, ou viu crescer as crianças que ataca, o seu comportamento se pode tornar imprevisível e, pior do que isso, violento.
Mas tudo isto tem a sua razão de ser, não podendo por isso ser assacada a culpa à inoportuna loucura do animal. Senão vejamos: Enquanto pequenos, são queridos, fofos, meigos, brincalhões, bolinhas de pêlo, belos e engraçados, rapidamente se tornando no alvo das atenções de toda a família. Porém, quando crescem, tornam-se naquilo que realmente são. Animais ferozes, com instintos protetores e agressivos, que facilmente se tornam violentos, muitas vezes confundindo a vontade de brincar de quem ainda os vê como os cachorrinhos que em tempos foram o "brinquedo" preferido lá de casa, como ameaças falsamente interpretadas.
Portanto, se existe culpa nas cada vez mais frequentes situações que envolvem crianças e cães, considerados ou não como perigosos, ela só deve ser imputada aos seus donos, porque não as souberam prevenir, permitindo que uma relação, aparentemente possível, de uma criança com um cão de raça considerada perigosa, se mantivesse indefinidamente cândida, até chegarem à dolorosa conclusão que a natureza pouco muda e que, a final, os instintos acabam sempre por prevalecer.