8 de janeiro de 2013

Ao princípio é sempre assim


O mais recente caso da criança vítima de um ataque por parte de um cão de raça considerada perigosa, e que hoje infelizmente faleceu, é a prova de que, por muito meigo que seja o cão, mesmo aquele que cresceu, ou viu crescer as crianças que ataca, o seu comportamento se pode tornar imprevisível e, pior do que isso, violento.
Mas tudo isto tem a sua razão de ser, não podendo por isso ser assacada a culpa à inoportuna loucura do animal. Senão vejamos: Enquanto pequenos, são queridos, fofos, meigos, brincalhões, bolinhas de pêlo, belos e engraçados, rapidamente se tornando no alvo das atenções de toda a família. Porém, quando crescem, tornam-se naquilo que realmente são. Animais ferozes, com instintos protetores e agressivos, que facilmente se tornam violentos, muitas vezes confundindo a vontade de brincar de quem ainda os vê como os cachorrinhos que em tempos foram o "brinquedo" preferido lá de casa, como ameaças falsamente interpretadas.
Portanto, se existe culpa nas cada vez mais frequentes situações que envolvem crianças e cães, considerados ou não como perigosos, ela só deve ser imputada aos seus donos, porque não as souberam prevenir, permitindo que uma relação, aparentemente possível, de uma criança com um cão de raça considerada perigosa, se mantivesse indefinidamente cândida, até chegarem à dolorosa conclusão que a natureza pouco muda e que, a final, os instintos acabam sempre por prevalecer.

3 comentários:

Anónimo disse...

lamentavel vc! ridiculo!

Nonsensefemme disse...

a notícia se refere a um ataque de um Pit Bull, não de um Bull Terrier.

Sahlor disse...

Fico feliz por não haver ainda nenhum comentário neste post publicado há mais de seis meses... porque realmente estas afirmações não merecem qualquer comentário! Completa estúpidez, falta de senso-comum e falta de "investigação" sobre a raça ou sobre aquilo que está a falar... Pedro, estude um pouco mais o comportamento dos animais e perceba que o animal é aquilo que o homem o faz. O Dono faz o cão (ou seja que animal fôr)... Se um animal (Tal como uma CRIANÇA) é criado num ambiente inconstante ou instável, torna-se inconstante ou instável. Se é induzido a praticar o mal, o mal praticará. Mas se fôr criado, educado e bem treinado, é um ser maravilhoso! (Se calhar mais umas sessões de O encantador de Cães - Cesar Millan, ir-lhe-iam fazer bem.
Fico chocada com as acusações que aqui faz a "raças perigosas"... Não existem raças perigosas, existem sim DONOS PERIGOSOS... Odeio o "racismo" animal, odeio pessoas incoerentes e incultas, ignorantes e incompetentes. Prefiro mil vezes um animal a precisar de um bom treinamento, do que um humano a precisar de um pingo de humildade e compaixão pelos seres abaixo de si.
Tenho um Dobberman, é um amor de cão, foi criado com amor, doçura e muita brincadeira, e mesmo sendo considerado "raça perigosa", já mostrou a muitas pessoas (como o Pedro), que se há coisa que não existe é perigo de raças...
Para mim, o ser humano é a única raça à face da terra que é perigosa!