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10 de novembro de 2010

A que preço é que eu não sei

Parece que, finalmente, a libertação da Nobel da Paz e ícone da oposição Aung San Suu Kyi, estará iminente, tendo em conta que terminará no próximo Sábado, o último período de 18 meses de prisão domiciliária em que se encontra.
A concretizar-se, tal libertação colocará um ponto final a 15 anos de sucessivas privações de liberdade, desde que em 1990 ganhou a eleições na Birmânia e foi impedida de exercer o mandato pela Junta Militar que, desde então, tem governado aquele país como mão de ferro, atropelando os mais elementares direitos das populações.

11 de agosto de 2009

Os intocáveis



As democracias ocidentais escusam-se a tomar posição perante os mais elementares ataques perpetrados contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Ao mesmo tempo que enaltecem os valores da democracia, os êxitos com ela alcançados e as suas vantagens como sistema, permitem que, não muito longe, governos déspotas, cometam as mais hediondas atrocidades contra a sua população. Com a desculpa da não ingerência, escusam-se a tomar medidas efectivas que limitem ou impeçam o contínuo desrespeito pelos direitos humanos, fazendo declarações condenatórias, de nulo efeito prático e que apenas contribuem para encarar todas as atrocidades cometidas, com a indiferença típica de quem apenas pretende ver salvaguardados os seu direitos.
A mais recente condenação da líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, é disso exemplo. A partir do momento em que a sua vitória democrática não foi reconhecida por uma Junta Militar, que desde então a mantém em prisão domiciliária durante 14 anos, tudo é possível acontecer num país onde nem sequer a ajuda médica à população é autorizada quando ocorrem catástrofes naturais que, obviamente, afectam sempre mais as pessoas de baixa condição.