
As democracias ocidentais escusam-se a tomar posição perante os mais elementares ataques perpetrados contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. Ao mesmo tempo que enaltecem os valores da democracia, os êxitos com ela alcançados e as suas vantagens como sistema, permitem que, não muito longe, governos déspotas, cometam as mais hediondas atrocidades contra a sua população. Com a desculpa da não ingerência, escusam-se a tomar medidas efectivas que limitem ou impeçam o contínuo desrespeito pelos direitos humanos, fazendo declarações condenatórias, de nulo efeito prático e que apenas contribuem para encarar todas as atrocidades cometidas, com a indiferença típica de quem apenas pretende ver salvaguardados os seu direitos.
A mais recente condenação da líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, é disso exemplo. A partir do momento em que a sua vitória democrática não foi reconhecida por uma Junta Militar, que desde então a mantém em prisão domiciliária durante 14 anos, tudo é possível acontecer num país onde nem sequer a ajuda médica à população é autorizada quando ocorrem catástrofes naturais que, obviamente, afectam sempre mais as pessoas de baixa condição.
A mais recente condenação da líder da oposição birmanesa e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, é disso exemplo. A partir do momento em que a sua vitória democrática não foi reconhecida por uma Junta Militar, que desde então a mantém em prisão domiciliária durante 14 anos, tudo é possível acontecer num país onde nem sequer a ajuda médica à população é autorizada quando ocorrem catástrofes naturais que, obviamente, afectam sempre mais as pessoas de baixa condição.
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