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4 de dezembro de 2013

Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?


É sempre de desconfiar quando um jurista, que quer ser político, economista, contabilista e, principalmente, moralista, vem a público dizer que, ao subconcessionar a exploração dos Estaleiros de Viana, tomou a melhor decisão para o país, para a região e, imagine-se, para os trabalhadores.
Daqui a nada, e se a coisa não se resolver com ele pretende, como eu espero que venha a acontecer, é bem menino para vir exigir do Estado alguma indemnização pelos enormes prejuízos que a não concretização do negócio, terá causado à sociedade de advogados a que pertence.

11 de abril de 2013

Cortar a direito e só porque sim


O problema, julgo eu, não está na diminuição da despesa do ministério da defesa, pois não creio que seja necessário manter umas forças armadas tal qual neste momento se encontram, uma vez que nos dias de hoje necessitamos mais que nos protejam do que sermos nós a proteger alguém. O problema reside, isso sim, na quantidade de indivíduos a dispensar e que vão engrossar, ainda mais, o número de desempregados no nosso país, já para não falar no enorme desperdício de mão-de-obra disponível para, por exemplo, auxiliar as populações durante as épocas de incêndio ou de cheias as quais, como bem sabemos envolvem um número considerável de bombeiros voluntários que depois vêem "exigir" do Estado as regalias a que julgam ter direito por o terem substituído as suas funções básicas de proteção.

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23 de setembro de 2011

Mania das Grandezas

O número de oficiais-generais das forças armadas portuguesas, ultrapassa em 54 o número previsto para militares daquela patente. Tal realidade custa aos cofres do Estado, o que por outras palavras quererá dizer aos nossos bolsos, o montante de 3 milhões de euros mensais. 
Sabendo nós que o número de militares no nosso país não vai além dos 40.000 efetivos e que um oficial general tem como principal função a de comandar grandes unidades militares (com mais de 50.000), por que raio de motivo é que havemos de ter mais do que o necessário.
A esta e outras perguntas irá responder Aguiar Branco “depois de analisar convenientemente o relatório da Inspecção Geral das Finanças”. Se a resposta for semelhante à que deu no caso dos militares que foram indevidamente promovidos, então continuaremos a ter o mesmo gasto mensal com as remunerações, para o mesmo número de oficiais generais, só que desta vez os que estão a mais serão colocados fora do ativo, que é como quem diz, longe dos holofotes, para não serem incomodados e para não continuarem a ser um incómodo.

3 de novembro de 2009

Esticar a corda

Aguiar Branco diz-se indisponível para viabilizar o próximo orçamento de estado. Marcelo diz que o governo fez aquilo que Cavaco também fez e nada mais poderia fazer para além do que devia.
Sabe-se que o governo de Sócrates não vai ceder às exigências da oposição e mantém o programa de governo sufragado pelos portugueses.
Esperam-se reacções acaloradas por parte da oposição que não vê no governo a vontade de mudar as políticas que considera essenciais para o desenvolvimento do seu programa.
È o velho esticar de corda para ir de novo a eleições e quem sabe se esta não será a melhor altura perante um PSD decapitado.