Mostrar mensagens com a etiqueta 1 de maio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1 de maio. Mostrar todas as mensagens

1 de maio de 2012

Supresas de maio

Este foi sem dúvida o melhor dia proporcionado pelo Pingo Doce aos seu clientes, e não só.
Quanto à possibilidade de dumping e das sanções que advierem dessa prática, anticoncorrencial dizem alguns, as autoridades lá estarão para avaliar a situação e encaminhar, se for motivo para isso, o caso para justiça, onde hábeis e astutos advogados se encarregarão de o contrariar.
Se quisermos entrar pelo lado segurança de pessoas e bens, se poderia ter ocorrido mais confusão ou não, tendo em conta o número de pessoas que desenfreadamente aderiram à promoção, então desde já vos digo que foi um verdadeiro teste à capacidade de reação das forças de segurança. Se o foram desta vez, para próxima, se houver próxima, não vão ser apanhados assim tão desprevenidos, até porque, da maneira que as coisas estão, não me admiraria nada que confusões destas não se repetissem, o que a bem dizer seria um verdadeiro caos.
Se tentarmos olhar pelo lado mediático da questão, digo-vos que foi um grande golpe publicitário. Numa altura em que a marca de Jerónimo Martins está a entrar em força na Polónia, um pouco de publicidade positiva vem mesmo a calhar., pois não é todos dias, que uma cadeia de hipermercados dá 50 por cento do valor das compras aos seu clientes.
Quanto aos resto, não há resto. Só acho que podiam ter divulgado a coisa com mais antecedência, ou então, para compensar, darem mais dias de promoção, já que nem todos puderam beneficiar dessa benesse, o que a não acontecer, é bastante injusto, diga-se.

A luta continua

Neste 1º de Maio, ficou bem patente a reação das pessoas relativamente aos sucessivos exageros dos governos, que pretendem refletir nos bolsos das pessoas as consequências das suas inconsequentes e desastrosas políticas, sem que, da parte deles, exista alguma vontade em responsabilizar os verdadeiros causadores da tempestade financeira que tem assolado as economias dos países ditos desenvolvidos. 
A atuação desses políticos é tão gravosa que põe em causa direitos que demoraram décadas a adquirir, como se de coisas sem grande importância se tratasse.
Perante esta preocupante realidade, interrogo-me de que maneira estão salvaguardados os nossos postos de trabalho e até que ponto aquilo que (cada vez mais) descontamos irá ser verdadeiramente utilizado em nosso benefício, a partir do momento em que deixarmos de fazer parte dessa massa de pessoas ativas que mantém as economias em movimento.
O lógico seria que, cada vez mais, as máquinas substituíssem os trabalhadores para que lhes fosse possível dedicarem mais tempo às suas famílias e aos seus prazeres. Mas, ao contrário do que seria de esperar, as máquinas servem para enriquecer quem as detém sem que desse lucro saia alguma parte para os que são dispensados. Pior, a parte que quem detém a propriedade dos meios de produção está disposto a dar aos dispensados é cada vez menor o que, naturalmente, só pode causar revolta e indignação. Por isso, mais do que nunca, todos têm que se unir contra as intenções criminosas de quem tem o poder de contratar e despedir trabalhadores, ao arrepio das mais básicas regras de convivência e respeito por aqueles que, todos os dias, olham para o prato dos filhos sem terem algo para neles colocar.
I